segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sumo de Beterraba --> Aumento de endurance fisica?


Foi publicado no Journal of Applied Physiology no inicio do passado mês de Agosto, um artigo com o titulo "Dietary nitrate supplementation reduces the O2 cost of low-intensity exercise and enhances tolerance to high-intensity exercise in humans", que descreve um estudo no qual foi testado o consumo de 500 ml de sumo de beterraba por dia durante 6 dias por um grupo de 8 ciclistas antes de completarem testes de ciclismo, houve ainda um grupo de controlo que consumio um placebo.
O grupo que consumiu o sumo conseguiu se exercitar em média 11,25 minutos ou 92 segundos a mais do que o grupo que não consumiu a bebida. O grupo que consumiu o sumo também apresentou uma pressão sanguínea menor em repouso.

Parece algo promissor, nem que seja porque se trata de uma forma natural de aumentar a endurance dos atletas.

No entanto tem um grande senão, o sabor, o sumo de beterraba quando consumido puro tem um sabor que acaba por não ser muito fácil de se gostar.
Assim aqui ficam algumas receitas que para além de conterem o famoso alimentos, ainda ajudam a ocultar o sabor típico da beterraba.

Sumo de laranja, cenoura e beterraba
  • 4 laranjas
  • 1 beterraba
  • 1 cenoura grande
Passe a beterraba e a cenoura no liquidificador. Misture com o sumo das 6 laranjas. Pode variar substituindo a cenoura por papaia.

Energia -> 125.5 kcal
Prot -> 3.75 g
Lípidos -> 0.2 g
Hidratos de Carbono -> 32.75 g
Magnésio -> 43 mg
Ferro -> 0.55mg
Sódio -> 24.5 mg
Vit C -> 3.8g


Sumo de beterraba com limão
  • 1 litro de água
  • Sumo de 1 limão
  • 1 beterraba
  • Mel (10g)
  • Gelo
Bata tudo no liquidificador e coe. Como opção pode incluir as folhas da própria beterraba e ainda salsa.

Energia -> 59.9 Kcal
Prot -> 1.6 g
Lípidos -> 0.1 g
Hidratos de Carbono -> 19.25 g
Magnésio -> 22.6 mg
Ferro -> 0.23mg
Sódio -> 23.6 mg
Vit C -> 20.27 mg

Sumo de tangerina e beterraba
  • 1 tangerina média
  • ½ Chávena de chá de água
  • 1 beterraba
Retire as sementes da tangerina e bata tudo no liquidificador.

Energia -> 36
Kcal
Prot -> 1.55 g
Lípidos -> 0.1 g
Hidratos de Carbono -> 11.6 g
Magnésio -> 20 mg
Ferro -> 0.2 mg
Sódio -> 23 mg
Vit C -> 21.6 mg

Chá Verde - Once Again!


Uma vez mais a importância do chá verde é colocada em alta!

Desta vez na prevenção da Gripe A...

Como?

Uma vez que os polifenóis do chá verde oferecem protecção contra diversos tipos de vírus influenza, existe uma grande probabilidade de actuar também no vírus H1N1. Em Londres, estudos mostraram que um produto à base de chá verde borrifado na mucosa nasal de animais de laboratório preveniram a infecção pelo H2N3, e esse efeito foi comparável ao Tamiflu.
Já na Universidade de Seul, um polifenol do chá verde, a epigalocatequina, foi eficiente na inibição de vários vírus influenza humanos e animais, em concentração semelhante ao do Tamiflu.


Estudos clínicos também confirmam o efeito do chá.

Trabalho da Universidade de Shizuoka, no Japão, revelou que a administração regular de polifenóis do chá verde levou à queda significativa dos episódios de gripe nos idosos tratados. A cultura de células mostrou que várias substâncias deste chá podem neutralizar a replicação de vírus influenza A e B, e um dos mecanismos de acção é a inibição da enzima viral neuraminidase, da mesma forma que o Tamiflu age.
Para a prevenção da gripe, são necessárias pelo menos três chávenas de chá verde ao dia.

Como preparar?

O ideal serão 2 a 3 g de folhas secas por 150 ml de água...deixar em infusão 5 minutos e já está...
Não deixar o chá arrefecer por mais de meia hora, a partir dessa altura começa a perder as suas propriedades...

domingo, 30 de agosto de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mais uma prova da grande importancia do Exercicio Fisico

Testing Causality in the Association Between Regular Exercise and Symptoms of Anxiety and Depression

Marleen H. M. De Moor, MSc; Dorret I. Boomsma, PhD; Janine H. Stubbe; Gonneke Willemsen, PhD; Eco J. C. de Geus, PhD
Arch Gen Psychiatry. 2008;65(8):897-905
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Context In the population at large, regular exercise is associated with reduced anxious and depressive symptoms. Results of experimental studies in clinical populations suggest a causal effect of exercise on anxiety and depression, but it is unclear whether such a causal effect also drives the population association. We cannot exclude the major contribution of a third underlying factor influencing exercise behavior and symptoms of anxiety and depression.
Objective To test causal effects of exercise on anxious and depressive symptoms in a population-based sample.
Design Population-based longitudinal study (1991-2002) in a genetically informative sample of twin families.
Setting Causal effects of exercise were tested by bivariate genetic modeling of the association between exercise and symptoms of anxiety and depression, correlation of intrapair differences in these traits among genetically identical twins, and longitudinal modeling of changes in exercise behavior and anxious and depressive symptoms.
Participants A total of 5952 twins from the Netherlands Twin Register, 1357 additional siblings, and 1249 parents. All participants were aged 18 to 50 years.
Main Outcome Measurements Survey data about leisure-time exercise (metabolic equivalent task hours per week based on type, frequency, and duration of exercise) and 4 scales of anxious and depressive symptoms (depression, anxiety, somatic anxiety, and neuroticism, plus a composite score).
Results Cross-sectional and longitudinal associations were small and were best explained by common genetic factors with opposite effects on exercise behavior and symptoms of anxiety and depression. In genetically identical twin pairs, the twin who exercised more did not display fewer anxious and depressive symptoms than the co-twin who exercised less. Longitudinal analyses showed that increases in exercise participation did not predict decreases in anxious and depressive symptoms.
Conclusion Regular exercise is associated with reduced anxious and depressive symptoms in the population at large, but the association is not because of causal effects of exercise.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Alga Nori....Propriedades


Está cada vez mais banalizada a comida Japonesa...o pelo menos o Sushi...

Através deste grupo de pratos aquela alga marinha desidratada que envolve vários Sushis e é ingrediente fundamental para fazer os temakis, chama-se Nori.

Esta alga é uma excelente fonte de iodo, mineral muito importante no funcionamento da tiróide.

É muito rica em carotenos, podendo ter algum efeito protector contra a mutação de certas células cancerígenas.

Apresentam elevado conteúdo proteico, sendo contudo pobres em gordura e calorias. Tem uma composição gelatinosa e um elevado teor de fibras, aumentando assim, o volume das refeições.

Além disso, o consumo regular de algas pode ajudar a combater a anemia, uma vez que ajudam a manter e restabelecer as reservas de ferro.

Contem ainda vitamina A, cálcio, vitaminas B1, B2 e C. Ainda... elimina toxinas, favorece a digestão e activa a circulação sanguínea.


Composição Nutricional:
Porção de 2g (1 folha)
Valor energético 8 kcal
Carboidratos 1g
Proteínas 1g
Gorduras 0g
Gorduras Trans 0g
Sódio 3mg
Cálcio 8mg

Enxaqueca – Alimentos podem ajudar a evitar

O que é?

Dor latejante, geralmente em um dos lados da cabeça, acompanhada de distúrbios da visão, náuseas, vómitos e formigueiros nas mãos.

Muitas das vezes, esta dor é provocada pela constrição dos vasos sanguíneos que irrigam a cabeça. A crise pode durar de 6 a 72horas.

Estudos sugerem que a alimentação desempenha um papel cada vez mais importante em sua origem.

Possíveis factores desencadeantes:

  • stress
  • pílula anticoncepcional
  • jejum (hipoglicemia)
  • consumo de cafeína em excesso
  • hereditariedade
  • TPM
  • Sono irregular
  • Pressão alta
  • Problemas de coluna
  • Ressaca alcoólica
  • Infecções
  • Má digestão
  • Mudanças bruscas de temperatura
  • Alergias alimentares

Para muitos, as alergias alimentares são as principais causas

Alimentos que provocam enxaqueca

Cafeína: café, refrigerantes à base de cola – coca, pepsi, etc., chás

Nitritos – em pessoas mais sensíveis: salsicha, linguiça, mortadela, presunto, fumados, salsichão

Amina, tiramina: chocolate, vinho tinto, amendoim, queijos secos, fígado de frango, coalhada, noz, carnes fumadas

Lactose – é capaz de causar alterações vasculares e assim causar enxaqueca: leite, gelados, queijos, manteiga, creme de leite

Glutamato monossódico: molho de soja, temperos orientais, etc. O glutamato não é bem metabolizado e pode ser acumulado no sangue, desencadeando alterações vasculares e, como consequência, enxaqueca. Esse assunto tem divergências, mas, por via das dúvidas…

Dicas

- Utilize mais gengibre: pesquisas afirmam que ele bloqueia a síntese de prostaglandina, o que leva à diminuição da dor.

- Substituir o café por chá ou café descafeínado.

- Evitar o consumo de chocolate.

- Ler os rótulos dos alimentos e, aqueles que possuírem na sua composição glutamato monossódico devem ser evitados.

- Ao beber vinho, intercale com água, pois ela dilui o efeito do álcool.

- Ao comprar carnes frias e enchidos, evitar os fumados, por conterem excesso de nitratos como conservantes.

- Faça as refeições em intervalos regulares e porções pequenas, para evitar a má digestão.

- Procurar evitar os alimentos que causam enxaqueca por um período de 30 dias, desta forma poderá ser identificado o alimento que é a causa da alergia alimentar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sopa fria de melão com abacaxi, iogurte e hortelã

Sopa light bem temperada, refrescante, fantástica para estes dias tórridos de Verão!

Ingredientes (para 8 doses):

  • 1 melão - 1.200 g
  • 1/2 abacaxi médio - 855 g
  • 3 ramos de hortelã - 15 g
  • 1 cebola média - 180 g
  • 2 colheres (sopa) de azeite - 20 g
  • 1 colher (sopa) de farinha de trigo - 7,5 g
  • 1 chávena (chá) de iogurte magro - 240 g
  • Sal a gosto (pouco!)

Modo de preparação:

  1. Parta o melão ao meio, elimine as sementes e faça gomos, descasque e pique a polpa em pedaços médios. Descasque o abacaxi, elimine a parte central e pique a polpa em pedaços médios. Reserve.
  2. Lave a hortelã. Em seguida, escorra a solução, seque a hortelã com toalha de papel e separe somente as folhas. Reserve.
  3. Descasque a cebola, lave-a, rale e coloque em uma panela. Junte o azeite, leve ao fogo e refogue, mexendo de vez em quando. Acrescente a farinha de trigo e doure-a, sem parar de mexer. Incorpore, sem parar de mexer, 1 chávena de chá de água. Continue a cozinhar, sem parar de mexer, por mais 3 minutos ou até formar um creme ralo.
  4. Adicione o melão, o abacaxi e o sal. Cozinhe, mexendo de vez em quando, durante cerca de 3 minutos. Retire do lume.
  5. Leve ao frigorífico e deixe gelar durante cerca de 1 hora.
  6. No momento de servir transfira as frutas com o creme para o copo do liquidificador e adicione o iogurte e a folhas de hortelã. Bata até a mistura ficar homogénea. Sirva em seguida.
Valor nutricional por porção (cerca de 200g)
105 calorias
19,5 g de carboidratos
2,5 g de proteínas
3 g de gorduras totais (0,5 g de saturada, 2 g de monoinsaturada e 0,5 g de poliinsaturada)
1 mg de colesterol
1,5 g de fibras
0,5 mg de ferro
80 mg de cálcio.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ASAE considera urgente a criação de registo sobre infecções e intoxicações alimentares

A ASAE considera urgente a criação de um registo nacional de infecções e intoxicações alimentares. Portugal é dos poucos países que não comunica os casos de surto alimentares à União Europeia, apesar de ser obrigatório

O estudo da ASAE diz que é urgente criar um programa nacional de registo de infecções e intoxicações alimentares. Há quatro anos que a declaração destes surtos é obrigatória para todos os países da União Europeia. Portugal é um dos poucos que falha.

O sub-inspector geral da ASAE, Barreto Dias, responsável pela avaliação do risco alimentar, admite que os dados são «escassos».

Falta uma visão global do que se passa no país. Os responsáveis da ASAE sublinham que uma avaliação rigorosa dos riscos alimentares não é possível sem dados credíveis, sendo vital que a informação dispersa seja consultada e tenha um tratamento estatístico.

Sem números de Portugal, a União Europeia conta perto de 6 mil surtos alimentares por ano, que afectam cerca de 50 mil pessoas. Com 46 por cento dos casos, os cozinhados feitos em casa são, curiosamente, os que levantam mais problemas.

O sub-inspector geral da ASAE admite que também os portugueses estão pouco atentos aos perigos dos alimentos consumidos em casa. Ovos, carne e peixe são os produtos que levantam mais cuidados às autoridades de segurança alimentar.