sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dia Mundial da Alimentação

Celebra-se hoje, 16 de Outubro o dia Mundial da Alimentação. Todos os anos é debatido um tema.
Este anos a UE reafirma o seu empenhamento em melhorar o acesso aos alimentos a nível mundial. Com o compromisso que assumiu na reunião do G8 em Aquila de disponibilizar mais de 2 mil milhões de euros, além dos mil milhões de euros da Facilidade Alimentar, a UE é responsável pelo maior contributo para a segurança alimentar em todo o mundo.
«O Dia Mundial da Alimentação deve servir para recordar a cada um de nós que devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para impedir que mais de mil milhões pessoas passem fome. Para responder a este desafio, a Facilidade Alimentar da UE, actualmente com um orçamento de mil milhões de euros, está a obter resultados rápidos e concretos ao fornecer aos pequenos agricultores dos países em desenvolvimento as sementes e os fertilizantes necessários para dinamizar a sua produção de alimentos. «Iremos tirar partido da experiência que adquirimos no contexto da execução da Facilidade Alimentar para garantir que o novo compromisso que assumimos na cimeira do G8 em Aquila seja igualmente eficaz no combate à fome no mundo.», afirmou Karel de Gucht, Comissário Europeu responsável pelo Desenvolvimento e a Ajuda Humanitária.
No mundo, mais de mil milhões de pessoas, isto é, 15 % ou um sexto da humanidade, sofrem de subnutrição. Este valor tem vindo a aumentar na sequência das crises alimentar e financeira. A insegurança alimentar constitui, pois, uma ameaça real à realização de todos os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) de erradicação da pobreza extrema até 2015.
A UE colocou a segurança alimentar, a agricultura e o desenvolvimento rural no cerne da sua ajuda aos países em desenvolvimento, proporcionando uma assistência rápida e maciça para lutar contra o aumento da fome no mundo. O compromisso que assumiu este ano no âmbito da Iniciativa de Aquila sobre a segurança alimentar no mundo é disso um resultado concreto. A União Europeia contribuirá com 2,7 mil milhões de euros para esta iniciativa, o que a torna o principal doador de ajuda alimentar. Foram já distribuídos 85 % dos mil milhões de euros previstos a título da Facilidade Alimentar, o que revela que a UE continua profundamente empenhada em melhorar as condições de vida dos mais pobres em todo o mundo e que cumpre as suas promessas.
Desde o seu lançamento em Dezembro último, estima-se que mais de 33 milhões de pessoas tenham beneficiado da Facilidade Alimentar de mil milhões de euros no âmbito dos seus projectos iniciais, actualmente em curso – e os resultados começam a fazer-se sentir. No Zimbabué, por exemplo, foram distribuídas 26 000 toneladas de sementes e fertilizantes a 176 000 agricultores vulneráveis – o que representa entre 10 a 15 % dos agricultores comunais do país. Este esforço conjunto da UE e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) tem capacidade para duplicar a produção alimentar tradicional.
No Bangladeche, um programa conjunto com o Programa Alimentar Mundial (PAM) proporcionou oportunidades de pesca a mais 43 000 pessoas e permitiu a 60 000 outras viver em zonas protegidas da intrusão marinha.
Face à crise provocada pelo aumento dos preços dos produtos alimentares nos países em desenvolvimento, a UE adoptou, em Dezembro de 2008, a Facilidade Alimentar com um orçamento de mil milhões de euros para responder de forma rápida às necessidades destes países.
O plano global para a execução da Facilidade Alimentar contém uma lista de 50 países que irão beneficiar ou beneficiam já de ajuda durante um período de três anos. Em Abril de 2009 já tinham sido distribuídos 707 milhões de euros. Num espírito de parceria e eficiência, a Comissão Europeia consolida e apoia o quadro de diálogo existente, os investimentos destinados a promover a produção de alimentos e as redes de segurança das organizações especializadas no domínio alimentar. Assim, é prestada assistência através de organizações internacionais, organizações regionais e governos nacionais, bem como no âmbito de um convite à apresentação de propostas no montante de 200 milhões de euros (previsto para finais de 2009) para actividades a realizar por intervenientes não-estatais, organismos dos Estados Membros a outros organismos de execução elegíveis.

fonte: agroportal

Dia Mundial da Alimentação



"Alcançar a segurança alimentar em época de crise" é tema do Dia Mundial da Alimentação 2009, comemorado a 16 de Outubro.







A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) comemora, todos os anos, no dia 16 de Outubro, o Dia Mundial da Alimentação. Em 2009, "Alcançar a segurança alimentar em época de crise" é o tema central das celebrações.

Cerca de 150 países comemoram esta data com várias actividades, incluindo seminários sobre o tema escolhido para 2009 e eventos culturais e desportivos para sensibilizar a população sobre a importância de erradicar a fome e angariar fundos para este fim.

A nível mundial existem muitos recursos naturais e alimentares, mas as deficiências na produção e a falta de tecnologias nos países menos desenvolvidos levaram milhões de pessoas a um estado de subnutrição ou expostas à insegurança alimentar, como também aos problemas causados principalmente pela falta de acesso a uma boa alimentação.

Este ano, a FAO estima que a fome atingirá um novo recorde histórico: 1,020 mil milhões de pessoas em todo o mundo, o que corresponde a uma em cada seis pessoas no planeta.

Objectivos do Dia Mundial da Alimentação:

  • Promover uma maior atenção à produção agrícola em todos os países e um maior esforço nacional, bilateral, multilateral e não governamental para este fim;
  • Estimular a cooperação económica e técnica entre países em desenvolvimento;
  • Promover a participação das populações rurais, especialmente das mulheres e dos grupos menos privilegiados, nas decisões e actividades que afectam as suas condições de vida;
  • Aumentar a consciência pública sobre a natureza do problema da fome no mundo;
  • Promover a transferência de tecnologias para os países em vias de desenvolvimento;
  • Fomentar ainda mais o sentido de solidariedade nacional e internacional na luta contra a fome, a desnutrição e a pobreza e destacar os êxitos em matéria de desenvolvimento alimentar e agrícola.

O dia 16 de Outubro foi a data escolhida pois foi neste dia que, em 1945, foi criada a FAO, uma organização cujo objectivo principal é elevar os níveis de nutrição e desenvolvimento rural. "


Fonte:Ministério da Saúde

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O Mundo é o que você come


Aqui deixo mais uma ideia de livro saudável...Este através de uma alimentação livre de tóxicos e cheio de receitas apetitosas!

"Em O mundo é o que você come, Barbara Kingsolver prova uma velha máxima: você é o que você come.

Apesar do amor pela cidade onde vive (Tucson, Arizona), a família Kingsolver viaja para reencontrar suas raízes, numa fazenda na cidade de Appalachia. Lá, eles têm a chance de recriar uma relação mais profunda com seus alimentos, ao perceberem que a comida processada, produzida por meio de rios desviados e consumo de combustível, não é tão necessária.

Dessa maneira, passam um ano se alimentando com o que plantam e criam — espargos, galinhas, vegetais —, respeitando sempre a época do ano e o que ela pode oferecer. Diferente de todos os outros livros de memórias, O mundo é o que você come nos traz um tema urgente e universal, ao mesmo tempo em que nos dá uma lição de coragem e força de vontade.

O livro está há mais de um ano em todas as listas dos mais vendidos nos Estados Unidos."

domingo, 4 de outubro de 2009

Critica a nova bebida...

Não podia deixar de fazer uma critica a uma bebida muito vista hoje em dia nos nossos cafés, bares e restaurantes...

Sendo uma pareceria da Luso com a Delta, que poderia trazer à ribalta o famoso mazagran (do qual confesso sou altamente fã!).

No entanto a bebida que seria à "base de água mineral Luso e extracto de café Delta" ainda com aroma a limão e hotelã (realmente tem um ar delicioso) contém um pequeno senão...

Quando se olha com atenção para o rótulo e posteriormente para a sua composição nutricional temos uma surpresa... por cada 100 ml de bebida temos 25kcal (nesta quantidade de bebida temos 5,9 g de açucar!), o que numa garrafa de 33 cl..representa 75kcal...algo que parece já para o excessivo, principalmente porque nem o café nem a água contém açúcar na sua composição!

Aqui ficam as fotos:



quinta-feira, 1 de outubro de 2009

“Why Exercise Won’t Make You Thin” - Uma resposta correcta!

Foi publicado no passado mês de Agosto um artigo na revista TIME, com o titulo “Why Exercise Won’t Make You Thin”, este foi divulgado em exclusivo em Portugal pela revista Visão no mês de Setembro...tendo até sido capa da revista!

No entanto o dito artigo recebeu várias criticas da comunidade cientifica internacional.

Aqui deixo a carta enviada pelo Prof. Pedro Teixeira ao director da Visão e que se encontra publicado no site da SPEO (http://www.speo-obesidade.pt/CDA/IMPnoticias.aspx?noticia=0).





Carta aberta ao Director da Revista VISÃO, em resposta ao artigo de capa da edição de 10 de Setembro, “Afinal, o Exercício Não Emagrece”.

Foi recentemente publicado na revista TIME um artigo versando o tema da utilidade e eficácia do exercício físico para a perda de peso. Presumivelmente devido ao risco de propagação nos leitores de ideias erradas acerca de um tema com implicações para a saúde da população norte-americana, o artigo suscitou reparos e reacções de reprovação por parte de sociedades científicas (por exemplo, o Colégio Americano de Medicina Desportiva) e de diversos cientistas (um exemplo em anexo). Foi por isso com algum desalento que vi a mesmo artigo reproduzido agora na vossa revista, e com destaque de capa. Tratando-se de um tema para o qual tantos procuram actualmente uma resposta eficaz e segura – a gestão saudável do seu peso – tomo a liberdade de salientar alguns aspectos do artigo em causa, na minha opinião menos bem esclarecidos.

1. Na capa é indicado que “afinal o exercício não emagrece”. Na realidade, o exercício físico, praticado isoladamente (sem alterações alimentares) não é especialmente eficaz no emagrecimento rápido. Por essa razão, não é actualmente recomendado, de forma isolada, para o tratamento da obesidade por nenhuma organização ou orientação oficial. Ou seja, o pressuposto “para perder peso, vá ao ginásio” que, como se diz no artigo “todos ouvimos há anos”, é desajustado. Infelizmente, é precisamente esse pressuposto que sustenta a surpresa ou novidade (“afinal...”) implícita no título de capa da VISÃO. É importante por isso salientar que as recomendações actuais para perder peso incluem simultaneamente um aumento progressivo da actividade física e alguma restrição alimentar (de preferência não muito rígida), porque esta é a combinação que reconhecidamente oferece melhores resultados, a curto e especialmente a longo prazo, um aspecto muito importante e descurado no artigo. Aliás, uma das inúmeras vantagens do exercício é precisamente ajudar a emagrecer (isto é, perder gordura) e não apenas perder peso, o que pode incluir substancial perda de massa muscular, algo comum em dietas mais agressivas.

2. Afirma-se no artigo que o exercício faz aumentar o apetite, o que seria outra razão para a sua ineficácia. Infelizmente, esta afirmação também não corresponde à verdade científica. Pelo contrário, os indicadores disponíveis na literatura sugerem que, para a maioria das pessoas, o exercício físico regular contribui para normalizar o apetite, não estando associado a um aumento substancial da fome e consequente sobre-ingestão de alimentos muito calóricos, como é sugerido no artigo. Por exemplo, um estudo recentemente concluído na Faculdade de Motricidade Humana (a aguardar publicação na revista Health Psychology) concluiu que no final de um programa de controlo do peso, uma maior prática de actividade física estava associada a um melhor controlo alimentar (e maior perda de peso). O facto de poder verificar-se, em algumas pessoas, uma ingestão superior ao normal após o exercício poderá estar mais relacionado com a ideia “porque fiz exercício, posso comer mais” e menos com mecanismos fisiológicos que o provoquem. Igualmente, não está demonstrado que o exercício leve a menor movimento físico nas restantes horas do dia. Desta forma, afirmar que “mecanismos compensatórios” do exercício são potentes e podem até causar aumento de peso (como se sugere na capa) é errado e induz uma ideia de inutilidade generalizada do exercício que não contribui para a adequada gestão do peso dos leitores. Se algum aumento de peso se verificar com o exercício físico, este será provavelmente causado pelo aumento relativo da massa muscular (um aspecto benéfico) e não pelo aumento da massa gorda corporal.

3. Para além dos problemas referidos quanto aos efeitos do exercício na regulação do apetite e do peso, o texto contraria também o conhecimento científico relativamente a aspectos de natureza psicológica e comportamental associados ao exercício físico. A prática de exercício físico é descrita na pág. 113 como uma actividade “obsessiva” e até “violenta”, que induz um grande desconforto físico (como num “animal de lavoura”) e mental, apenas exercida pelo sentimento de obrigação ou para possibilitar uma alimentação com menos restrições (p.ex., para comer “um bolinho”). Por um lado, esta descrição não corresponde à experiência de milhares de pessoas que mantém um estilo de vida fisicamente activo ao longo de muitos anos, retirando desta prática significado, prazer e sentimentos de competência e bem-estar, para além de inúmeros benefícios para a saúde. Como em qualquer actividade, o desconforto continuado leva tendencialmente ao seu abandono e o exercício não é excepção, tal como acontece aliás com uma dieta monótona e desinteressante. Por outro lado, os investigadores nas ciências do comportamento sabem que quando a motivação para o exercício é baseada sobretudo na obtenção de recompensas externas à própria sessão de exercício (tal como fazer exercício apenas para controlar o peso, ou para poder comer “um bolinho” após a sessão), a probabilidade da motivação se manter no tempo é mais reduzida. Assim, o exercício é muitas vezes menos eficaz do que se espera simplesmente porque nunca chega a ser integrado de forma consistente na rotina da pessoa – a sua prática é irregular ou esporádica e frequentemente descontinuada.

4. É também afirmado que “empurrar as pessoas para o exercício” poderá contribuir para o problema da obesidade, uma afirmação passível de ser compreendida pelo leitor comum como “o exercício contribui para a obesidade”. Isto é completamente contrário à evidência científica, que demonstra claramente que a falta da actividade física é um importante factor de risco para a obesidade. Inúmeros estudos com boas metodologias indicam que pessoas fisicamente activas são, em média, mais magras e apresentam menores taxas de obesidade que pessoas menos activas e mais sedentárias. É também bem aceite no meio científico que após a perda de peso (isto é, em pessoas que perderam peso e procuram mantê-lo reduzido), a prática regular de exercício físico tem um papel coadjuvante muito importante. Perder peso não é aliás o principal desafio no combate à obesidade. Muitas pessoas o conseguem, normalmente recorrendo a dietas agressivas, pouco saudáveis e de efeito limitado no tempo. Manter um peso saudável ao longo da vida é o verdadeiro desafio e, para esse, um nível de actividade física adequado é de extrema utilidade. Se a caminhar, a nadar, a andar de bicicleta, a jogar futebol, a fazer canoagem, a dançar, a andar de patins, ou no ginásio deve ficar ao gosto de cada um... Desde que seja regular e, se possível, com intensidade suficiente para aumentar a temperatura do corpo e fazer o coração bater um pouco mais depressa do que em repouso, todas são úteis.

5. Quanto a “empurrar as pessoas para o ginásio”, é realmente uma estratégia pouco recomendável para incentivar mais pessoas a alterarem o seu comportamento, se for esse o objectivo. Poucas pessoas gostam de serem “empurradas”, pressionadas ou controladas. O princípio do “músculo do auto-controlo” referido no texto, que se “cansa” e deixa por isso de ser eficaz (levando ao abandono), aplicar-se-á sobretudo a iniciativas contrárias à vontade própria de cada pessoa ou a actividades aborrecidas, desagradáveis, ou que causem sofrimento mas nas quais há que persistir. Infelizmente, existirão sempre algumas destas nas nossas vidas. Mas nenhum destes cenários deve ser associado à prática de exercício físico e desporto. Pelo contrário, a evidência científica também demonstra que as actividades em que nos envolvemos com entusiasmo e iniciativa própria, que aumentam a nossa sensação de competência e vitalidade, e que promovem a interacção social positiva tendem a manter-se no tempo indefinidamente. Pode dizer-se que “se regulam a si próprias”, sem grande esforço. A prática de actividade física e desportiva pode e deve ser mais isto e não deve envolver sofrimento inusitado, tédio excessivo, ou desgaste psicológico repetido.

Enquanto o exercício físico for encarado como uma tarefa desagradável (mas necessária), como tantas outras a que nos prestamos ou somos forçados a aceitar, vão continuar a existir relatos como os do autor deste artigo e muitas outras pessoas que se sentem pressionadas a ter de o fazer. Umas conseguirão persistir durante algum tempo até que outra actividade mais interessante ou com maior capacidade de pressão no dia-a-dia a substitua (e estas não faltam nos dias de hoje). Outras pessoas, talvez em número superior, não chegarão sequer a passar da intenção à prática e viverão provavelmente com algum sentimento de culpa por não estarem a fazer o que deviam. Em qualquer dos casos, o resultado será o mesmo. Perder-se-á, a longo prazo, a oportunidade de aproveitar uma actividade que, sendo barata e sem “efeitos secundários”, nos ajuda comprovadamente a sermos mais saudáveis e mais capazes fisicamente, a gostarmos mais do nosso corpo e a dele fazermos melhor uso e proveito (a qualquer peso), a dormirmos e racionarmos melhor, a sentirmos menos o efeito do stresse, a mantermos à distância muitas doenças graves (como a depressão, a diabetes e alguns cancros), potencialmente a vivermos de forma mais plena. E a divertirmo-nos mais também! Mas apenas se assim escolhermos de forma totalmente voluntária, sem pressões excessivas e bem informados. Até porque existem muitas outras actividades que valem a pena...

Cruz Quebrada, 17 de Setembro de 2009

Pedro Teixeira
Investigador e Professor de Nutrição, Obesidade e Exercício
Faculdade de Motricidade Humana – Universidade Técnica de Lisboa

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Bebidas desportivas...

Durante o exercício vigoroso, o volume plasmático cai e a osmolaridade plasmática aumenta provocando uma série de eventos fisiológicos que têm a finalidade de manter a função cardiovascular e permitir a continuidade do exercício.

No entanto, existe um limite no qual o corpo consegue manter a homeostase fisiológica durante o exercício em ambientes quentes. A partir deste momento, o corpo entra em fadiga e o exercício é interrompido ou encurtado. Caso a actividade continue alguns sintomas aparecem como exaustão, sincope, hipertermia.

Assim, a hidratação é um ponto crítico e determinante da capacidade de treino, competição e recuperação. Mesmo perdas pequenas de líquidos (de 1 a 2% do peso corporal) têm efeitos negativos sobre a performance. Um atleta que não repõe os fluidos perdidos no suor experimenta grandes impactos negativos em sua performance.
É comum os atletas subestimarem as perdas de líquidos através do suor e, como o mecanismo da sede é um indicador inadequado das necessidades de fluido, o indivíduo pode desidratar.


Recomendações:
  • O praticante de actividades físicas deve consumir líquidos a intervalos regulares de 15 minutos. O objectivo da reidratação é repor 100% do suor perdido.
  • Para se estimar a quantidade de líquidos perdidos o atleta pode se pesar antes e após a competição ou treino.
  • As bebidas desportivas apresentam algumas vantagens sobre a água pura para aquelas pessoas que necessitam repor grandes volumes. Não são mais rapidamente absorvidas (possuem concentrações adequadas de hidratos de carbono, facilitando o esvaziamento gástrico), encorajam o consumo voluntário (visto que geralmente possuem sabor agradável), e promovem rápida reidratação (possuem electrólitos que restauram o equilíbrio osmótico).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

As Mulheres Francesas nao Engordam - relação saudável e equilibrada com a comida e a vida


Deixo aqui o link para um livro que todas deverão ler... http://www.scribd.com/doc/3066393/MG-As-Mulheres-Francesas-nao-Engordam

Apesar de já ter sido editado em Portugal há uns anos (2006) e não ser escrito por nutricionista, médico ou afins, é um livro fantástico!
A autora...Mireille Guiliano presidente da Clicquot Inc nos EUA, descreve de forma simples e simpática como conseguem as francesas manter a linha...sendo que a própria autora "ganhou" 10kg aquando da sua mudança para os EUA. Sem ideias loucas, dietas constragedoras!

Fantástico...


Enjoy!



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Alimentação: cientistas descobrem que a fruta é mais benéfica do que se julgava - in I

Uma vez que faço sempre questão de defender uma alimentação variada e saudável, da qual deveram fazer parte todos os alimentos...aqui fica mais uma publicação do jornal I na qual é defendido um vez mais o consumo de fruta...
Donde o importante é cumprir pelo menos a regra do 5 a day!

http://www.ionline.pt/conteudo/20397-alimentacao-cientistas-descobrem-que-fruta-e-mais-benefica-do-que-se-julgava-

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Existem alternativas saudáveis para substituir o açúcar?

Tendo em conta a busca constante de alternativas ao tradicional açúcar, aqui coloco um artigo do The Times,publicado dia 7 deste mês:


Following a report last week that claimed artifical sweeteners can actually lead you to absorb more calories I have received lots of letters about “healthy” alternatives to sugar. I have answered some of your most common questions below.

My mum has told me to stop having diet drinks because the sweeteners will make me fatter. Surely this can’t be true?
We really do not know yet whether this is the case. Diet drinks, along with low-calorie fruit yoghurts and sugar-free squashes, for example, contain chemical substances that have no calories but are intensely sweet to the taste. They include substances such as aspartame, acesulphame and sucralose.

It has traditionally been assumed that these sweeteners are a good thing, because if you substitute a can of standard cola for a diet version, you are saving around 140 calories. However, research is now questioning whether things are as straightforward as this. New work carried out by Professor Soraya Shirazi-Beechey and her team from the University of Liverpool has discovered that some intense artificial sweeteners stimulate “sweet receptors” in our intestines that in turn increase the body’s capacity to absorb more sugar.

In theory, this could mean that having a diet drink or diet yoghurt may actually make you absorb more calories overall. There is not yet sufficient evidence to be able to say that this happens in practice and would lead to weight gain, but it is certainly a case of “watch this space”.

Despite the reassuring studies on the safety of intense sweeteners, many people prefer not to risk even the vague possibility that consuming them may be linked with anything from headaches to increased risk of cancer. Many people — including myself — play it safe by sticking to naturally calorie-free options such as water and products such as plain yoghurt with your own fruit added.

Is agave nectar better for you than sugar?
Agave nectar looks and tastes like honey, but comes from the cut stem of a Mexican plant known as the century or blue agave. The natural sweetness of agave comes from fruit sugar, also known as fructose, which raises blood sugar levels gently after eating. This helps to keep cravings for sweet foods at bay and our moods balanced. The slow digestion of agave gives it a glycaemic index of 40 — that of granulated table sugar (officially known as sucrose) is 68, and tends to send blood sugar high quickly, encouraging our bodies to store excess sugar as fat.

Fructose, and therefore agave nectar, is about a third sweeter than sugar, which means that you can get away with using a third less. In other words, you get the same sweetness using two thirds of a teaspoon of agave with 14 calories as in a teaspoon of sugar with 20 calories.

It can be used to replace sugar in both hot and cold drinks because it dissolves in both, in baking and on cereal or yoghurt. The dark, unfiltered “rich” version of agave has a maple syrup-like taste and is best for baking, while the “mild” version is good for drinks and cereal.

Granulated forms of fructose are also widely available in supermarkets these days and have similar nutritional advantages.

I’ve seen a sweetener called ‘xylitol’ on some sugar-free mints and chewing gum. What is it and why is it linked with teeth on packaging?
Xylitol is a type of “bulk” sugar that is extracted from birch trees in Finland. Like fructose xylitol is sweeter than sugar, but in this case, twice as sweet. A teaspoon of granulated xylitol (available as Perfect Sweet or Xylobrit) has around 10 calories.

This natural sugar alternative comes with some intriguing health benefits. Research from Denmark has revealed that it significantly reduces levels of tooth decay by stopping decay-causing bacteria from flourishing in the mouth and also reduces the risk of middle-ear infections by moving from the mouth into the Eustachian tube, which connects the ear to the mouth, where it coats the tube lining and helps to stop bugs that cause infections from being able to attach.

With a glycaemic index of just 7, this is the lowest of all sweet substances from the natural world. Just one word of warning. Among its unique properties, xylitol has the ability to cool the temperature in your mouth, which means that it is great for sprinkling on fruit and yoghurt, and fantastic for cold drinks such as home-made lemonade, but is a bit confusing on your palette on, for example, a steaming-hot bowl of porridge.

It is important to note that xylitol, along with other bulk sweeteners like sorbitol, manitol and lactitol found in many sugar-free sweets, can all cause loose stools if over-consumed. Stick to limits advised by manufacturers.

Is honey better for you than sugar?
From a calorie point of view, honey provides 288 calories per 100g and sugar 394 calories, so gram for gram, it offers a saving. In reality, because honey is rather dense, a heaped teaspoon weighs 17g and provides 49 calories compared with a heaped teaspoon of sugar weighing just 6g with 24 calories. This is worth remembering if doing a straight swap of honey for sugar in drinks or yoghurts.

From a general health perspective, honey is probably better than sugar. It has been used for thousands of years to treat a wide variety of ills including everything from stomach pains to gut disorders, which we now call irritable bowel syndrome. It has also traditionally been applied directly to wounds.

Modern research has shown that these medicinal uses could be down to the fact that many strains of honey contain antimicrobial compounds capable of killing off a wide variety of disease causing bacteria including Helicobacter pylori, which triggers stomach ulcers, and Listeria monocytogenes and Bacillus cereus, which can trigger food poisoning.

I’ve had stevia sugar alternative in the United States, but can’t seem to find it in the UK. Why is this?
Stevia is another intense sweetener and comes from a Paraguayan shrub known as Stevia rebaudiana. It has not yet won safety approval for use in Europe, but this is under review by the European Food Standards Agency, which means that it may one day end up in drinks and foods here as well as in the United States.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sumo de Beterraba --> Aumento de endurance fisica?


Foi publicado no Journal of Applied Physiology no inicio do passado mês de Agosto, um artigo com o titulo "Dietary nitrate supplementation reduces the O2 cost of low-intensity exercise and enhances tolerance to high-intensity exercise in humans", que descreve um estudo no qual foi testado o consumo de 500 ml de sumo de beterraba por dia durante 6 dias por um grupo de 8 ciclistas antes de completarem testes de ciclismo, houve ainda um grupo de controlo que consumio um placebo.
O grupo que consumiu o sumo conseguiu se exercitar em média 11,25 minutos ou 92 segundos a mais do que o grupo que não consumiu a bebida. O grupo que consumiu o sumo também apresentou uma pressão sanguínea menor em repouso.

Parece algo promissor, nem que seja porque se trata de uma forma natural de aumentar a endurance dos atletas.

No entanto tem um grande senão, o sabor, o sumo de beterraba quando consumido puro tem um sabor que acaba por não ser muito fácil de se gostar.
Assim aqui ficam algumas receitas que para além de conterem o famoso alimentos, ainda ajudam a ocultar o sabor típico da beterraba.

Sumo de laranja, cenoura e beterraba
  • 4 laranjas
  • 1 beterraba
  • 1 cenoura grande
Passe a beterraba e a cenoura no liquidificador. Misture com o sumo das 6 laranjas. Pode variar substituindo a cenoura por papaia.

Energia -> 125.5 kcal
Prot -> 3.75 g
Lípidos -> 0.2 g
Hidratos de Carbono -> 32.75 g
Magnésio -> 43 mg
Ferro -> 0.55mg
Sódio -> 24.5 mg
Vit C -> 3.8g


Sumo de beterraba com limão
  • 1 litro de água
  • Sumo de 1 limão
  • 1 beterraba
  • Mel (10g)
  • Gelo
Bata tudo no liquidificador e coe. Como opção pode incluir as folhas da própria beterraba e ainda salsa.

Energia -> 59.9 Kcal
Prot -> 1.6 g
Lípidos -> 0.1 g
Hidratos de Carbono -> 19.25 g
Magnésio -> 22.6 mg
Ferro -> 0.23mg
Sódio -> 23.6 mg
Vit C -> 20.27 mg

Sumo de tangerina e beterraba
  • 1 tangerina média
  • ½ Chávena de chá de água
  • 1 beterraba
Retire as sementes da tangerina e bata tudo no liquidificador.

Energia -> 36
Kcal
Prot -> 1.55 g
Lípidos -> 0.1 g
Hidratos de Carbono -> 11.6 g
Magnésio -> 20 mg
Ferro -> 0.2 mg
Sódio -> 23 mg
Vit C -> 21.6 mg