FACTORES QUE FAVORECEM O APARECIMENTO DA CELULITE
- PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA
A herança genética é muito importante na celulite e tem que ser levada em conta.
Podem herdar-se diferentes tipos de factores que nos predispõe (produção de hormonas, tipo constitucional e até hábitos alimentares), mas isso não significa que vai obrigatoriamente desenvolver o problema.
- MÁ ALIMENTAÇÃO
Comer mais do que necessário, assim como dietas ricas em gorduras ou hidratos de carbono ou maus hábitos alimentares (Ex: comer muito à noite e quase não comer de dia.) aumentam a síntese e o armazenamento de gorduras, favorecendo o aparecimento e desenvolvimento de celulite.
Beber pouca água e abusar do sal dificulta a troca de líquidos do organismo favorecendo a retenção de resíduos tóxicos do metabolismo celular (as células funcionam como uma fábrica que produz várias coisas úteis, mas esse trabalho todo produz um lixo-resíduo tóxico que precisa ser retirado constantemente).
- VIDA SEDENTÁRIA
A falta de exercício físico diminui o consumo de energia pelo corpo o que facilita os excessos alimentares sejam transformadas em gordura. Além disso as células perdem capacidade de produzir energia, levando o organismo todo a ficar mais apático.
As facilidades modernas tornam obrigatória a realização de alguma actividade física para evitar o sedentarismo que é muito prejudicial a saúde como um todo e não só para a ESTÉTICA CORPORAL!!
- FACTORES HORMONAIS
As hormonas femininas são as principais causadoras da celulite. Alterações da produção, uso de medicamentos com hormonas, desequilíbrio entre estrógenio e progesterona, hormonas das glândulas supra-renais, podem desencadear ou agravar a celulite por vários mecanismos.
Estas hormonas interferem no metabolismo das gorduras, na circulação linfática e venosa, facilitam a retenção de água e sal e além disso, coordenam a deposição de gordura no abdómen, quadril e coxas, para dar ao corpo o aspecto feminino.
A mulher tem zonas do corpo onde existe uma maior deposição de gordura o que faz com que a celulite seja mais frequente. Mesmo pessoas com pouca quantidade de gordura total podem concentrá-las nessas regiões. Quando a mulher engorda, grande parte da gordura acumula-se nessas áreas, e ainda pior, se engordar rapidamente a deposição é irregular e desordenada facilitando a formação de nódulos de celulite.
Ao emagrecer,as hormonas femininas dificultam a perda de gordura destas áreas. Por essa razão muitas pessoas quando emagrecem perdem peso nos braços, rosto, tórax, pernas e músculos, mas não as áreas de celulite.
Os tratamentos visam mobilizar as gorduras destas áreas específicas para que possam ser utilizadas como fonte de energia e consumidas. Mesmos pequenos distúrbios dessa complexa relação entre hormonas resultam sempre em piora da celulite.
Se uma mulher tem celulite, não significa sempre, que tenha desequilíbrio hormonal, por que mesmo as hormonas femininas perfeitamente equilibrados podem provocar celulite, quase como característica feminina secundária. Isto ocorre, por que as células gordas desta mulher tem uma sensibilidade aumentada às hormonas, provocando assim a deposição de gordura e a formação da celulite.
ORIENTAÇÕES
- Consuma alimentos isentos de açúcar refinados, ou seja, pão integral, arroz integral, cereais, massa de soja ou integral, batatas, frutas.
- Consuma fontes magras de proteína, como clara de ovo, aves sem pele, peixes e frutos do mar, carnes vermelhas magras.
- A alta ingestão de água, aproximadamente 2 litros/dia, impede retenção de líquidos.
- Prefira alimentos que não contêm sal na sua formulação, queijo com baixo teor de sal, temperos naturais. Evite enlatados, embutidos, sumos e sopas industrializadas, produtos de pastelaria, água mineral com gás e refrigerantes. O sal ajuda a reter líquidos no organismo!
- Evite alimentos ou preparações gordurosas, como feijoada, pizzas, queijos gordos, pães e bolachas recheados, chantilly, gelados, chocolates. Evite colocar muita gordura na preparação dos alimentos.
- Alimentos integrais são boas fontes de fibras e ajudam a diminuir a absorção de gorduras, além de contribuir para a regulação do intestino.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Tenho Gatinha para dar...
Hoje ponho a nutrição, a alimentação e afins de lado...
Tenho uma gatinha com um mês e meio para dar!
Come ração secam usa o areão e é super simpática e afável...
Ninguém quer uma gatinha?
Fica a foto...
Tenho uma gatinha com um mês e meio para dar!
Come ração secam usa o areão e é super simpática e afável...
Ninguém quer uma gatinha?
Fica a foto...
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Bolo de Chocolate Light
Amanhã começa o mês do Natal e como tal de doces das mais variadas espécies...
Deixo uma ideia para um bolo de chocolate "pouco" calórica.
A receita poderá ser utilizada para os troncos de natal ou se for utilizada uma forma apropriada com motivo natalício.
Ingredientes para 8 fatias
3 gemas de ovo
7 colheres de sopa de adoçante Granulado/Pó*
3 colheres de sopa de leite magro, quente
80 g. de farinha integral
1 colher de chá de fermento em pó
20 g. de cacau em pó
3 claras
100 g. de geleia de framboesa, pouco doce
15 g. de raspa de chocolate
*Deve ser utilizado um adoçante apto para ser aquecido.
Modo de preparação
Bater as gemas, o adoçante granulado e o leite até obter um creme fofo.
Misturar a farinha com o fermento e o cacau em pó.
Bater as claras em castelo.
Misturar alternadamente e com cuidado, ao creme fofo, a farinha e as claras.
Deitar o preparado numa forma, forrada com papel vegetal.
Cozer cerca de 20 minutos em forno previamente aquecido a 180º. Deixar arrefecer e desenformar.
Dividir o bolo em 2 partes.
Espalhar na parte inferior a geleia.
Colocar por cima a outra metade.
Cobrir com a restante geleia.
Decorar com a raspa de chocolate.
Receita retirada do Site da APNEA -
http://www.apnea.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=34&Itemid=55
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Downloads de ebooks gratuitos
Deixo o endereço de um site onde poderão ser feitos downloads gratuitos de vários ebooks relacionados com saúde e bem estar...
http://www.mentallion.com/listHealthBooks.action#370
http://www.mentallion.com/listHealthBooks.action#370
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livros
Ervas Aromáticas e Especiarias
É comum os nutricionistas e os médicos recomendarem a substituição de sal por ervas aromáticas (tão características da zona mediterrânica) ou por especiarias (algo que nos fez em tempos descobrir o Mundo...).
Mas muitas vezes reparo, que para muitos, tanto as ervas aromáticas como as especiarias se tornaram algo estranho e pouco usado...
Assim aqui ficam algumas ideias sobre o assunto...
Ervas aromáticas são folhas de plantas frescas ou secas.
Mas muitas vezes reparo, que para muitos, tanto as ervas aromáticas como as especiarias se tornaram algo estranho e pouco usado...
Assim aqui ficam algumas ideias sobre o assunto...
Ervas aromáticas são folhas de plantas frescas ou secas.
Especiarias são as partes aromáticas das plantas (rebentos, frutos, bagas, raízes ou cascas).
Vários estudos realizados em universidades da Alemanha, França, Ásia, Estados Unidos e Brasil têm comprovado o que os nossos antepassados já intuíam: as ervas aromáticas e as especiarias possuem princípios activos com propriedades medicinais. Vale mencionar que dentre todos os alimentos da Dieta do Mediterranica, as ervas e especiarias estão presentes, em conjunto com o azeite.
Vários estudos realizados em universidades da Alemanha, França, Ásia, Estados Unidos e Brasil têm comprovado o que os nossos antepassados já intuíam: as ervas aromáticas e as especiarias possuem princípios activos com propriedades medicinais. Vale mencionar que dentre todos os alimentos da Dieta do Mediterranica, as ervas e especiarias estão presentes, em conjunto com o azeite.
Para além do aroma e sabor que conferem à culinária, e do seu interessante na redução do consumo de Sal. A capacidade de auxiliar no processo digestivo é bastante interessante.
Quando presentes nas refeições, estimulam a produção de enzimas envolvidas na digestão e assim facilitam a absorção dos diversos nutrientes. Na culinária, devem ser usadas com equilíbrio para destacarem o sabor de um prato e nunca para sobrepor o seu sabor.
As ervas frescas devem ser picadas o mais perto possível da hora de servir e serem acrescentadas à preparação no final do cozimento, para assim evitar que seu gosto e os seus componentes medicinais se percam. No caso de preparações que não necessitem de cozimento, devem ser colocadas algum tempo antes da hora de servir, para que se possam misturar e dar seu sabor aos outros ingredientes.
As ervas secas devem ser acrescentadas no começo do processo de cozimento.
Apesar da lista não estar completa (seria algo demasiado exaustivo) aqui ficam algumas ideias...
Apesar da lista não estar completa (seria algo demasiado exaustivo) aqui ficam algumas ideias...
Tipos, propriedades medicinais e uso culinário:
- Açafrão: antioxidante, antiinflamatório, é auxiliar no tratamento da prisão de ventre.
Uso: arroz, sopas, saladas, carnes, pães.
- Alcarávia: digestivo, estimulante.
Uso: pães, batatas, cogumelos, pato, ganso, sopas, recheios e vegetais.
- Aipo: digestivo, indicado para flatulência (gases), diurético.
Uso: sopas, minestrone.
- Alecrim: digestivo, antioxidante, estimulante, activador da circulação sanguínea, antidepressivo e anti-séptico.
Uso: carnes e massas.
- Alfavaca ou Manjericão Cheiroso: digestivo, sedativo, tónico, baixa a febre; é auxiliar no tratamento de infecções bacterianas e parasitas intestinais.
Uso: tomates, massas, beringela, peixes de carne firme.
- Alho: antioxidante e digestivo; melhora a circulação sanguínea e purifica o sangue.
Uso: carnes, aves, sopas, molhos em geral e refogados.
- Baunilha: estimulante, afrodisíaca e digestiva.
Uso: perfumar bolos, doces, cremes, bebidas e licores.
- Canela: digestiva e antioxidante; ajuda a prevenir osteoporose, a controlar a glicose e a pressão sanguínea e a aliviar sintomas da menopausa.
Uso: compotas, infusões, marinados, pickles e ensopados (em casca) e bolos, pães, biscoitos e doces (em pó).
- Cardamomo: antioxidante, estimulante e digestivo
Uso: pratos indianos, tortas e bolos escandinavos, carne de carneiro e porco, fígado, peixes e sopas, arroz, bolachas, licores, café, conservas de arenque e saladas de frutas.
-
Cebola: antioxidante e digestiva.
Uso: sopas, refugados, assados, saladas e pratos salgados.
- Coentro: antioxidante, digestivo, auxiliar no tratamento da ansiedade, moderador de apetite.
Uso: peixes, frutos do mar, molhos, sopas, carnes, aves, pães.
-
Cominho: diurético, auxiliar no tratamento de gases.
Uso: molhos, cremes, peixes, carnes, assados, legumes, ovos, sopas e pães. É essencial no curry.
- Cravo-da-índia: ajuda a aliviar sintomas da menopausa, a proteger contra aterosclerose e diminuir os níveis de colesterol.
Uso: doces, pães, marinados, assados de porco, molhos e chutney.
- Curry: é feito com até 65 tipos de especiarias diferentes. Estimulante e digestivo.
Uso: culinária indiana, arroz.
- Erva doce: combate tontura, náuseas, infecções intestinais e do estômago.
Uso: Normalmente usamos para seca para bolos, biscoitos, nas castanhas assadas. Mas poderá ser usada fresca assim, a base da haste é usada como legume. As folhas podem ser servidas em saladas ou guarnecendo outras preparações.
- Estragão: estimulante de apetite; alivia reumatismo e artrite, regulariza a menstruação, diurético.
Uso: saladas, sopas, assados de forno, peixes, carnes, aves e molhos.
- Gengibre: antioxidante; ajuda a tratar enjoos, combater infecções, prevenir doenças cardiovasculares; é auxiliar no emagrecimento.
Uso: infusão, sopas, cru como acompanhamento, pickles, molhos, doces, bolos, pães, saladas e carnes de porco.
- Hortelã: estimulante, digestiva. É usado para combater parasitas intestinais (ameba e giárdia) em crianças.
Uso: chás, sumos, saladas, molhos para carnes e massas, pratos da cozinha do médio oriente.
- Louro: antioxidante, digestivo; estimula o apetite; é auxiliar no tratamento da gripe.
Uso: cozidos, assados, feijões, massas, caldos e carnes.
-
Mostarda: antioxidante.
Uso: conservas, pães, assados, pickles e marinados (em grão) e carne de porco, embutidos, peixes e maionese (em pó ou pasta)
-
Noz moscada: afrodisíaca, é usada para problemas hepáticos.
Uso: doces, molhos e massas. Deve ser ralada somente na hora do uso e necessita de pequena quantidade para dar seu aroma.
-
Orégãos: digestivo, antioxidante, antibacteriano, antibiótico, analgésico, sedativo; auxiliar no tratamento de gripes, resfriados e cólicas menstruais.
Uso: molhos italianos, de tomate, ensopados, massas, sopas e espetadas (de carneiro e porco).
-
Páprica: estimulantes e digestivas.
Uso: pode ser usada como substituto da pimenta seca.
- Pimentas: antioxidantes; purifica o sangue, auxilia na prevenção de doenças do coração, no tratamento da obesidade, nas dores reumáticas (compressas locais).
Uso: pratos salgados.
-
Salsa: favorece o equilíbrio hormonal; é fonte rica em betacaroteno e Vitaminas do Complexo B; alivia os sintomas da bronquite, asma, cólicas menstruais e cistite; é auxiliar no tratamento de cálculos renais e cólicas.
Uso: molhos, refugados, pates, saladas, legumes, peixes, omeletes, sopas e guisados.
- Tomilho: digestivo, desinfectante, anti-séptico; é expectorante, limpa as vias respiratórias e o intestino.
Uso: sopas, aves, peixes, carnes, saladas, molhos, preparações a base de tomate.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Performance Desportiva relaccionada com a ingestão vitaminica
Sobre a relação entre o complexo de vitaminas B e os efeitos da sua carência para e os desportitista...o resumo de um artigo de 2006 publicado naInt J Sport Nutr Exerc Meta.
Active individuals lacking in B-vitamins may perform worse during high-intensity exercise and have less ability to repair and build muscle than individuals with nutrient-rich diets.
The B vitamins, which include thiamin, riboflavin, vitamin B6, vitamin B12, and folate (folic acid), are necessary for the body to convert proteins and sugars into energy. They are also used during the production and repair of cells, including red blood cells.
A team of researchers analyzed the diet and athletic performance of several elite athletes, collegiate athletes, and less competitive individuals. Even a marginal deficiency in B-vitamins negatively impacted markers related to cellular repair, efficiency, and immune function.
Exercise-induced stress, increased loss of nutrients (in sweat, urine and feces), and the additional nutrients needed to repair and maintain higher levels of lean tissue mass can all increase an athleteís B-vitamin requirements.
The researchers noted that current national B-vitamin recommendations for active individuals may be inadequate, and that chronic deficiencies could jeopardize athleteís abilities and long-term health. Athletes and individuals with poor and restricted diets should consider supplementation to ensure adequacy.
Kathleen Woolf; Melinda M. Manore. Int J Sport Nutr Exerc Metab 2006(16)5.
Active individuals lacking in B-vitamins may perform worse during high-intensity exercise and have less ability to repair and build muscle than individuals with nutrient-rich diets.
The B vitamins, which include thiamin, riboflavin, vitamin B6, vitamin B12, and folate (folic acid), are necessary for the body to convert proteins and sugars into energy. They are also used during the production and repair of cells, including red blood cells.
A team of researchers analyzed the diet and athletic performance of several elite athletes, collegiate athletes, and less competitive individuals. Even a marginal deficiency in B-vitamins negatively impacted markers related to cellular repair, efficiency, and immune function.
Exercise-induced stress, increased loss of nutrients (in sweat, urine and feces), and the additional nutrients needed to repair and maintain higher levels of lean tissue mass can all increase an athleteís B-vitamin requirements.
The researchers noted that current national B-vitamin recommendations for active individuals may be inadequate, and that chronic deficiencies could jeopardize athleteís abilities and long-term health. Athletes and individuals with poor and restricted diets should consider supplementation to ensure adequacy.
Kathleen Woolf; Melinda M. Manore. Int J Sport Nutr Exerc Metab 2006(16)5.
Nutrição vs Tabaco...
Reduzir os prejuízos do cigarro....
Os fumadores apresentam uma maior probabilidade de apresentar deficiências nutricionais, uma vez que o fumo produz radicais livres. Doses adicionais de antioxidantes como a vitamina C e E, minerais como selénio, zinco e magnésio e fitoquímicos, são necessárias para neutralizar os danos provocados pelos radicais livres. E muitas vezes essa necessidade não é correspondida por parte do fumador por não apresentar uma dieta adequada e fraccionada.
Por esse motivo, uma orientação nutricional adequada, que desenvolva uma alimentação variada e balanceada, e também uma verificação das necessidades de suplementação são necessárias.
Alguns estudos revelam que bons aliados para quem deseja parar de fumar são os vegetais. Alimentos como couve-flor, beringela, tomate e batata contém boas doses de nicotina (ac. nicotinico), substância presente no tabaco e principal responsável pelo vício. Assim, os vegetais podem suprir parcialmente esta necessidade. Mas o ideal é comê-los crus, pois quando cozidos a quantidade de nicotina decresce.
Por que parar de fumar pode engordar?
Além da questão psicológica de ter sempre algo à boca, que antes era o cigarro e agora pode ser a comida, a nicotina permite um conforto psicológico porque induz à elevação de serotonina. Quando se pára de fumar, o o estímulo à serotonina passa a ser fornecido por alimentos ricos em hidratos de carbono e gordura, originando desta forma o aumentando de peso.
Alimentos antioxidantes para investir
Brócolos, couve-flor, couve portuguesa, cenoura, tomate, frutas cítricas, castanhas, espinafre, alho-francês, aveia e maçã.
Os fumadores apresentam uma maior probabilidade de apresentar deficiências nutricionais, uma vez que o fumo produz radicais livres. Doses adicionais de antioxidantes como a vitamina C e E, minerais como selénio, zinco e magnésio e fitoquímicos, são necessárias para neutralizar os danos provocados pelos radicais livres. E muitas vezes essa necessidade não é correspondida por parte do fumador por não apresentar uma dieta adequada e fraccionada.
Por esse motivo, uma orientação nutricional adequada, que desenvolva uma alimentação variada e balanceada, e também uma verificação das necessidades de suplementação são necessárias.
Alguns estudos revelam que bons aliados para quem deseja parar de fumar são os vegetais. Alimentos como couve-flor, beringela, tomate e batata contém boas doses de nicotina (ac. nicotinico), substância presente no tabaco e principal responsável pelo vício. Assim, os vegetais podem suprir parcialmente esta necessidade. Mas o ideal é comê-los crus, pois quando cozidos a quantidade de nicotina decresce.
Por que parar de fumar pode engordar?
Além da questão psicológica de ter sempre algo à boca, que antes era o cigarro e agora pode ser a comida, a nicotina permite um conforto psicológico porque induz à elevação de serotonina. Quando se pára de fumar, o o estímulo à serotonina passa a ser fornecido por alimentos ricos em hidratos de carbono e gordura, originando desta forma o aumentando de peso.
Alimentos antioxidantes para investir
Brócolos, couve-flor, couve portuguesa, cenoura, tomate, frutas cítricas, castanhas, espinafre, alho-francês, aveia e maçã.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Os sabores e os dissabores no consumo do chocolate
Encontrei o artigo que coloco de seguida no site da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Penso que é um bom complemento a vários artigos...
"Stéphanie Garcia Pires
A origem do chocolate está no México, sendo os Maias os primeiros cultivadores de cacau. As sementes são extraídas da polpa deste fruto, torradas e descascadas até que se obtenham grãos de cacau. Estes são moídos, após a extração de parte da gordura que os compõem, e misturados com açúcar, aromas e outros ingredientes, surgindo, assim, o chocolate. A partir do século XVI este alimento foi se difundindo pelo mundo, e desde então estudiosos o investigam, a fim de decifrar sua influência no organismo humano.
O chocolate é, de fato, bastante nutritivo. Quando consumido moderadamente, traz benefícios consideráveis - principalmente o chocolate preto e amargo, devido aos seus efeitos sobre o metabolismo de açúcar e ao controle da pressão sanguínea. Adriana Moreira Franco, doutoranda pelo Instituto de Nutrição Josué de Castro da UFRJ, participa do Grupo DAFEE (Desenvolvimento de Alimentos para Fins Especiais e Educacionais) coordenado na própria instituição e falou sobre o assunto.
Segundo ela, “estes efeitos são atribuídos a uma substância antioxidante, um flavonóide denominado epicatequina, que atua na neutralização dos radicais livres e, também, através de mecanismos antitrombólicos, que promovem a saúde cardiovascular e a proteção contra o envelhecimento celular”. Vale destacar que o chocolate branco e os com adição de leite não trazem os mesmos benefícios, uma vez que o leite inibe tanto a absorção de flavonóides, quanto a ação antioxidante.
Não somente rico em vitaminas, o chocolate, em especial o escuro, é rico em carboidratos e lipídios, que lhe conferem uma elevada densidade calórica. Apresenta também proteína, cálcio, e minerais, tais como potássio, magnésio, ferro e flúor. Há ainda um conteúdo em fibra, que desencadeia um efeito saciante, ajudando a reduzir o apetite.
As gorduras e os açúcares presentes no chocolate fazem dele um alimento de alta densidade energética. Graças a isso, ele auxilia na manutenção do fluxo de energia do corpo e melhora tanto a agilidade mental, quanto a capacidade de aprendizado. Estes aprimoramentos no raciocínio também se devem à teobromina, substância da mesma família da cafeína, inerente ao fruto cacaueiro que, inclusive, é eficaz contra a tosse. A doutora Adriana acrescenta que a teobromina estimula o hipotálamo, daí sua capacidade de gerar euforia em quem consome o chocolate, rico nesta substância. Vale lembrar que, diferente da cafeína, a teobromina é um estimulante suave, de efeito prolongado.
As gorduras e os açúcares presentes no chocolate fazem dele um alimento de alta densidade energética. Graças a isso, ele auxilia na manutenção do fluxo de energia do corpo e melhora tanto a agilidade mental, quanto a capacidade de aprendizado. Estes aprimoramentos no raciocínio também se devem à teobromina, substância da mesma família da cafeína, inerente ao fruto cacaueiro que, inclusive, é eficaz contra a tosse. A doutora Adriana acrescenta que a teobromina estimula o hipotálamo, daí sua capacidade de gerar euforia em quem consome o chocolate, rico nesta substância. Vale lembrar que, diferente da cafeína, a teobromina é um estimulante suave, de efeito prolongado.
Algumas substâncias farmacologicamente ativas encontradas no produto geram efeitos semelhantes ao da maconha no cérebro, tal como a anandamida, um neurotransmissor canabinóide. Ela intensifica, inclusive, a textura e o odor do chocolate, que induzem o desejo. As sensações causadas aí são prolongadas por outras duas substâncias contidas neste alimento: o N-oleoletanolamina e o N-linoleoletanolamina.
Além disso, por conter uma quantidade significativa de ácido oléico, gordura monoinsaturada que protege as artérias, o chocolate eleva os índices do bom colesterol (HDL) e diminui os do colesterol ruim (LDL). Há ainda a presença de substâncias antioxidantes, a exemplo dos flavonóides, que ajudam no reforço do sistema imunológico, na prevenção do envelhecimento precoce, do câncer e de doenças cardiovasculares. Este último benefício é trazido principalmente na ingestão de chocolate amargo, que é feito de cacau puro e sem adição de gorduras do leite. Outra substância é o ácido graxo ômega 3, ou ácido alfa-linogênico, um tipo de gordura insaturada que participa na formação das membranas celulares.
O excesso na ingestão de chocolate pode trazer conseqüências graves, como a obesidade e outros males associados a ela. Este alimento, inclusive, não é indicado para pessoas que já tenham índices de colesterol alto, problemas vasculares e de pressão alta. O consumo demasiado é até capaz de provocar reações alérgicas, coceiras, irritações na pele, diarréia e rinite. A doutora Adriana alerta que “indivíduos alérgicos ao leite de vaca devem se informar quanto a composição do chocolate a ser consumido, visto que na sua maioria eles são elaborados com adição de leite e seus subprodutos”.
Há também a possibilidade de o funcionamento do fígado ser comprometido, e de serem elevadas as chances de se desenvolver diabetes. Em pessoas sensíveis, é possível que o composto químico norepinefrina provoque enxaquecas. É importante frisar a relevância de “observar a quantidade de gordura saturada na composição do chocolate, visto que ela está associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares”, observa Adriana."
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Fibras...
Todos os dias falamos de fibras, as bolachas, as águas e outros alimentos são suplementados artificialmente com estes compostos. As frutas, legumes e leguminosas são valorizados pela sua presença...
Mas o que são?
Consideram-se, portanto, fibras alimentares, os polissacarídeos vegetais da dieta, como celulose, hemicelulose, pectinas, gomas, mucilagens e lignina (não polissacarídeo), mas recentemente, seu conceito foi ampliado de modo a incluir substâncias semelhantes a elas, tais como inulina, frutoologossacarídeos (FOS) e amido resistente.


Mas o que são?
No que diz respeito à terminologia utilizada é importante diferenciar três conceitos: fibra crua, fibra vegetal e fibra dietética.
A Fibra crua é, por definição, o resíduo obtido após o tratamento dos vegetais com ácidos e alcalinos (conceito químico).
A fibra vegetal está relacionada aos elementos fibrosos da parede da célula vegetal.
A fibra dietética que engloba todos tipos de substâncias, sejam ou não fibrosas.
Quando mencionamos a fibra no momento de estabelecer uma dieta, sempre fazemos referência à fibra dietética sendo que, o conteúdo desta varia substancialmente nos alimentos.
O termo “fibras” abrange uma grande variedade de substâncias com características próprias e diferentes propriedades, de acordo com suas estruturas químicas, físicas e biológicas, variando amplamente a sua hidrossolubilidade, viscosidade, capacidade para reter água e para ligar minerais e moléculas orgânicas. Essas características diferentes resultam em vários efeitos fisiológicos.
De acordo com a recomendação da FAO e do ponto de vista fisiológico, as fibras podem ser classificadas em relação ao seu grau de polimerização: polissacarídeos estruturais (celulose, hemicelulose, pectina e amido resistente), polissacarídeos não estruturais (gomas e mucilagens) e compostos não polissacarídeos como lignina e outras substâncias. Do ponto de vista prático, as fibras podem ser classificadas em relação ao seu grau de solubilidade em água como: solúveis e insolúveis.
Consideram-se, portanto, fibras alimentares, os polissacarídeos vegetais da dieta, como celulose, hemicelulose, pectinas, gomas, mucilagens e lignina (não polissacarídeo), mas recentemente, seu conceito foi ampliado de modo a incluir substâncias semelhantes a elas, tais como inulina, frutoologossacarídeos (FOS) e amido resistente.
Fibras Solúveis:

As fibras solúveis, tais como as pectinas, gomas, mucilagens e hemicelulose tipo A ao contato com a água formam um retículo no qual ocorre a inclusão da água, gelificando-se a mistura.
As fibras solúveis caracterizam-se por serem rapidamente degradadas no cólon, possuem alto grau de fermentação, apresentando efeito metabólico no trato gastrointestinal, retardando o esvaziamento gástrico e o trânsito intestinal. Este processo dá lugar, entre outros produtos, aos ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), fundamentais por suas propriedades ao trofismo intestinal e metabolismo, como veremos mais adiante.
As fibras solúveis também retardam a absorção de glicose e colesterol.
São encontradas principalmente nas frutas e verduras, mas também no farelo de aveia, na cevada e nas leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha e ervilha).
Apresentam importantes efeitos metabólicos:
- Retardam o esvaziamento gástrico e o trânsito no intestino delgado
- Modulam a motilidade gastrintestinal
- Aumentam a massa, volume e maciez das fezes (efeitos brandos)
- Reduzem a diarreia (absorção de água aumentada)
- Promovem o desenvolvimento da mucosa do íleo e do cólon
- Proporcionam energia à mucosa intestinal
- Diminuem o pH do cólon
- Aumentam a proteção contra infecção (função de barreira, imunidade)
- Aumentam tolerância a glicose
- Diminuem os níveis elevados de colesterol total e de LDL
- Muitos destes efeitos acabam por prevenir o desenvolvimento de cancro do Cólon.
Fibras insolúveis:

As fibras insolúveis captam pouca água, são pouco fermentáveis e formam misturas de baixa viscosidade. São constituídas pela celulose, hemiceluloses tipo B e, principalmente, a lignina, a qual é a mais hidrofóbica de todas, presente em pequena quantidade na dieta humana mas também, incluída como fibra dietética. Desta forma, à medida que a planta amadurece torna-se mais rica em lignina e vai progressivamente perdendo seu conteúdo em água.
Apresentam efeito mecânico no trato gastrointestinal: reduzem a obstipação, aumentam a massa fecal, a maciez das fezes e a frequência da evacuação, acelerando o trânsito intestinal; promovem o desenvolvimento da mucosa do íleo e do cólon; e ainda intensificam a proteção contra a infecção bacteriana.
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