sexta-feira, 16 de abril de 2010

Alimentação para a voz, será importante?

 No Dia Mundial da Voz, nada como referenciar mais um grande motivo para termos uma alimentação saudável, fazer refeições moderadas, e termos muita atenção aos alimentos que consumimos!

Deixo uma noticia do jornal SOL para ler e reflectir!

Dia Mundial da Voz
Erros alimentares são causa de um terço das doenças da voz
Uma em cada três pessoas tem doenças da voz devido a alterações e
erros do regime alimentar, que provocam a subida de suco gástrico e
irritam a laringe, revelou hoje o especialista Mário Andrea

No Dia Mundial da Voz, o director do Departamento de
Otorrinolaringologia, Voz e Perturbações da Comunicação do Hospital de
Santa Maria disse à agência Lusa que «um terço das pessoas observadas
durante os rastreios tem uma patologia que pode alterar a voz, a que
se chama refluxo, provocado por alterações e erros do regime
alimentar».

Segundo Mário Andrea, «a comida e os horários das refeições afectam a
voz por causa da subida do suco gástrico, que irrita a laringe e a
faringe», acrescentando que «as pessoas têm uma sensação de ardor na
garganta e de aperto no pescoço».

O professor catedrático de Otorrinolaringologia da Faculdade de
Medicina da Universidade de Lisboa explicou que o estilo de vida
moderno, com refeições ingeridas à pressa e sem horários, potencia as
doenças da laringe, realçando ainda as consequências do «esforço
vocal» do dia-a-dia.

«Depois do esforço as pessoas têm que ter descanso vocal, isto é, têm
que ficar caladas, porque os músculos têm que descansar», disse,
acrescentando que «a pessoa sai do trabalho e começa a falar ao
telemóvel, o que não é o mesmo que conversar porque exige mais da
voz».

O especialista defende que «é essencial estar atento a alterações na
voz e quem suspeitar que não está tudo bem deve procurar o médico para
fazer o diagnóstico precoce».

Foi por proposta de Mário Andrea, quando era presidente da Sociedade
Europeia de Laringologia, que, em 2003, foi criado o Dia Mundial da
Voz (World Voice Day) com o objectivo de «dar visibilidade aos
problemas associados à voz».

Para evitar doenças do sistema vocal, o especialista considera que o
mais importante é a hidratação, recomendando seis copos de água por
dia, referindo que o tabaco é o grande inimigo da voz.

Mário Andrea avançou que, no universo de cerca de meio milhar de
pessoas que habitualmente recorrem ao rastreio da voz, no Hospital de
Santa Maria, são diagnosticadas em média três casos de tumor da
laringe, realçando que «Portugal é o terceiro país da Europa com maior
incidência de cancro na laringe».

«São diagnosticadas perturbações provocadas por má técnica vocal,
lesões benignas, como pólipos, nódulos, quistos, e lesões pré-malignas
que obrigam a vigilância e cerca de três casos de tumor na laringe em
fase inicial», disse.



Sol / Lusa

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=169411
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quinta-feira, 15 de abril de 2010

I World Congress of Public Health Nutrition - No Porto!

I World Congress of Public Health Nutrition
I Latinamerican Congress of Community Nutrition

 

Espero por um grande congresso  nesta área!

http://nutrition2010.com.pt/

 

terça-feira, 13 de abril de 2010

O Painel dos Produtos Dietéticos, Nutrição e Alergias (Painel NDA) estabeleceu valores de referência para a ingestão de carbohidratos, fibras alimentares, gorduras e água

A recomendação da EFSA sobre a ingestão de nutrientes constitui um importante instrumento de base para a fixação de políticas nutricionais, o estabelecimento de objectivos dietéticos de saúde pública e o desenvolvimento de informação para o consumidor e programas educacionais sobre dietas saudáveis.
Ao preparar o seu parecer científico, o Painel dos Produtos Dietéticos, Nutrição e Alergias (NDA) reviu os fundamentos e princípios gerais para as linhas mestras da dieta alimentar (FBDG- food-based dietary guidelines), identificou informação científica relevante para estabelecer essas linhas de orientação para os países comunitários, e criou um resumo dos passos para a implementação, monitorização e avaliação para os países individualmente.
O texto completo está disponível no website da EFSA:   http://www.efsa.europa.eu/en/press/news/nda100326.htm
Informações sobre notícia no web site da EFSA é favor contactar:
Lucia de Luca, Press Office
E-mail: lucia.deluca@efsa.europa.eu
ou
Steve Pagani, Head of Press Office
E-mail: Press@efsa.europa.eu
Informações para os aspectos científicos é favor contactar:
Juliane Kleiner
E-mail: juliane.kleiner@efsa.europa.eu

Forum de Saúde

Não conhecia nenhum Fórum sobre o tema da saúde de origem Portugal.
Mas hoje chegou-me um mail com a apresentação de um Fórum que desenvolve vários temas relacionados com saúde.
Onde todos poderão colocar dúvidas ou trocar impressões e dar opiniões.

"O Fórum Saúde pretende, antes de qualquer outro objectivo, ajudar e apoiar as pessoas que precisem, especialmente em temas de saúde e doença."
Aqui fica então o link:
http://forumsaude.com.pt/

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Pequeno Almoço -- Aveia com maçã quente

A aveia é um alimento pouco consumido..muitas vezes esquecida a sua existência. Mas extremamente nutritiva!

Torna-se um excelente pequeno-almoço, muito saciante, quando nos preparamos para um dia de trabalho ou para a pratica de desporto.

Aqui fica a sugestão para um pequeno-almoço, acompanhado por um chá...

4 colheres de sopa de aveia
120 ml de água
1 maçã
Iogurte natural (um ou dois)

Coloque a aveia numa caçarola pequena e deite-lhe a água por cima. Deixe a aveia de molho enquanto raspa a maçã.
Junte a maçã raspada à aveia e deixe a mistura cozer em lume brando até ferver.

Deixe as papas de aveia cozer mais uns minutos, divida em duas porções, cada uma com um iogurte ou meio iogurte.

Se quiser coloque umas fatias de maçã por cima.

Bom apetite cheio de energia para o dia!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Five-a-day 'will not cut cancer'

 Como em tudo na vida a alimentação não é uma coisa estática. 
A evolução da nossa alimentação como seres humanos revela-o de uma forma estupenda! Verificar a evolução (positiva ou negativa) da alimentação nas ultimas décadas é algo impressionante.


Também a evolução no que toca a conhecimento cientifico sobre a alimentação adequada para a prevenção de doenças crónicas é algo que nunca pára!


Este artigo que aqui coloco demonstra-o de uma forma crua mas bem explicita:


Five-a-day 'will not cut cancer'

By Clare Murphy
Health reporter, BBC News 


Eating more fruit and vegetables has only a modest effect on protecting against cancer, a study into the link between diet and disease has found.
The study of 500,000 Europeans joins a growing body of evidence undermining the high hopes that pushing "five-a-day" might slash Western cancer rates.
The international team of researchers estimates only around 2.5% of cancers could be averted by increasing intake.
But experts stress eating fruit and vegetables is still key to good health.
In 1990, the World Health Organization recommended that everyone consume at least five portions of fruit and vegetables a day to prevent cancer and other chronic diseases.
The advice has formed a central plank of public health campaigns in many developed countries. It has been promoted in the UK since 2003 and in the US for nearly two decades.
But research has failed to substantiate the suggestion that as many as 50% of cancers could be prevented by boosting the public's consumption of fruit and vegetables.
      It's still a good idea to eat your five-a-day but remember that fruits and vegetables are pieces in a much larger lifestyle jigsaw ” Yinka Ebo Cancer Research UK
This latest study, which analysed recruits from 10 countries to the highly-regarded European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition, confirms that the association between fruit and vegetable intake and reduced cancer risk is indeed weak. The team, led by researchers from the Mount Sinai School of Medicine, in New York, took into account lifestyle factors such as smoking and exercise when drawing their conclusions.
But writing in the Journal of the National Cancer Institute, they said they could not rule out that even the small reduction in cancer risk seen was down to the fact that the kind of people who ate more fruit and vegetables lived healthier lives in many other respects too.
Broccoli not biscuits
In the best case scenario, an extra two portions of fruit and vegetables each day could prevent 2.6% of cancers in men and 2.3% of cases in women, the study concluded.
      Research should focus more sharply on specific fruits and vegetables and their constitutents ” Walter Willett Harvard School of Public Health
Vegetables, which tend to be richer in nutrients, appeared to be more beneficial than fruits, while heavy drinkers seemed to gain the most from a higher intake of both when it came to protection from cancers caused by alcohol and smoking. In an accompanying editorial, Professor Walter Willet of Harvard University said the research strongly confirmed the findings of other studies, showing "that any association of intake and fruits and vegetables with risk of cancer is weak at best".
But he stressed specific substances contained in certain fruit and vegetables, if harnessed, could still have an important, protective effect.
Substantial evidence suggests lycopene from tomatoes, for instance, may reduce the risk of prostate cancer, while chemicals in broccoli are thought to stimulate a gene which protects against bowel cancer.
And data still suggests fruit and vegetables may provide protection against cardiovascular disease, one of the major killers in the developed world - although this too has yet to be proven categorically.
Keeping lean
But while the links between diet and cancer remain unclear, obesity is now seen as an established risk factor.
Fruit and vegetables could therefore be beneficial just by virtue of taking the place of more calorific fare, health experts say.
In any event, a reduced risk of 2.5% should not be dismissed out of hand, the World Cancer Research Fund argues.
"For the UK, this works out as about 7,000 cases a year, which is a significant number," says Dr Rachel Thompson from the charity, which in a major 1997 report said there was "convincing evidence" of the protective effect of fruit and vegetables.
Yinka Ebo of Cancer Research UK said: "It's still a good idea to eat your five-a-day but remember that fruits and vegetables are pieces in a much larger lifestyle jigsaw.

segunda-feira, 29 de março de 2010

E como convém ler sempre algo mais...

...também noticia de hoje da TSF:

Mais de metade dos portugueses nunca pratica desporto

Hoje às 13:45


Mais de metade dos portugueses, 55 por cento, não praticam qualquer desporto, nem sequer raramente, o que representa o terceiro valor mais elevado da União Europeia, revela um estudo hoje divulgado em Bruxelas.
O "eurobarómetro sobre desporto e actividade física" revela que, em média, nove por cento dos europeus praticam desporto "regularmente", 31 por cento "com alguma regularidade", 21 por cento "raramente" e 39 por cento "nunca", sendo que neste último caso Portugal apresenta um valor muito acima da média comunitária.
Em Portugal, nove por cento dos inquiridos afirmaram que praticam desporto ou exercitam-se regularmente (pelo menos cinco vezes por semana) - neste caso em linha com a média europeia -, 24 por cento ao menos uma vez por semana, 11 por cento raramente, mas a maioria, 55 por cento, admitiram que "nunca" fazem desporto.
Entre os 27, só se encontram percentagens mais elevadas de cidadãos que nunca praticam qualquer desporto na Grécia (67 por cento) e na Bulgária (58), e valor idêntico ao de Portugal em Itália (55 por cento).
Questionados sobre as razões que impedem uma prática de desporto mais regular, a maioria dos portugueses, 37 por cento, apontam que não têm tempo, sendo o segundo motivo específico mais invocado (por 13 por cento, atrás dos 17 por cento que "não sabem") o facto de ser "demasiado caro", uma justificação dada apenas por cinco por cento dos europeus, em média.
O inquérito em Portugal foi realizado em Outubro de 2009, tendo sido inquiridas 1031 pessoas.

Algo de Bom na Saude dos Portugueses

 No meio desta grande crise que também chegou ao estado ponderal de muitos portugueses, desta vez uma boa noticia!


O que mudou nos hábitos dos portugueses nos últimos anos

Mulheres estão a vencer obesidade, homens não

29.03.2010 - 07:39 Por Alexandra Campos


As mulheres portuguesas estão a ganhar a luta contra a obesidade, mas com os homens está a acontecer exactamente o contrário. Mais de metade são pré-obesos e 11 por cento são mesmo obesos, enquanto quase 60 por cento das mulheres têm um índice de massa corporal (relação entre o peso e a altura) considerado normal. É neste sentido que apontam os resultados do estudo epidemiológico Alimentação e Estilos de Vida da População Portuguesa, que avaliou mais de três mil portugueses adultos e foi realizado pela Sociedade Portuguesa de Ciências da Nutrição e Alimentação (SPCNA) no âmbito de um protocolo de mecenato científico com a Nestlé.

Comparando com os dois estudos de prevalência nacional da obesidade, coordenados pela médica Isabel do Carmo, entre 1995/1998 e 2005/2006 - que demonstraram que o problema do excesso de peso e obesidade estava a aumentar nos dois sexos, atingindo já no último trabalho 53,6 por cento do total -, a situação estará a melhorar, no que diz respeito ao sexo feminino.

"As mulheres estão a captar bem a mensagem", comenta Maria Daniel Vaz Almeida, presidente da SPCNA, que confessa ter ficado um pouco surpreendida com este resultado, numa altura em que a obesidade parecia registar um crescimento "quase incontrolável". "Já se nota algum efeito dos programas de combate à obesidade, uma luz ao fundo do túnel", congratula-se.

Os dados deste novo estudo indicam que cerca de um quarto das mulheres sofre de excesso de peso e um terço dos homens apresenta um IMC dito normal (entre 18,5 e 24,9). Só na obesidade de grau II e III (IMC superiores a 35 e a 40, respectivamente) é que as mulheres suplantam os homens, mas as diferenças não são significativas. E praticamente quase só há mulheres magras, em idades jovens. Por regiões, a obesidade é um problema que afecta mais os Açores, o Alentejo e a Madeira. Por outro lado, no Norte é onde se encontra a maior percentagem de homens pré-obesos e de mulheres com peso normal.

Homens mexem-se mais

Outra boa notícia é a de que há a indicação de que os níveis de actividade física estarão a aumentar. Se há uma década, num inquérito pan-europeu sobre o tema, cerca de 60 por cento dos inquiridos portugueses admitia que não fazia qualquer tipo de actividade física, agora apenas um quarto diz que faz pouco exercício, 44,1 por cento tem uma actividade física média e 31,3 por cento um nível alto, acrescenta a especialista, sublinhando que salvaguarda, porém, que o estudo anterior e o da SPCNA foram realizados com metodologias diferentes.

Ainda assim, 30 por cento das mulheres admitem que se mexem pouco, tal como os mais velhos e menos escolarizados, considerados "grupos de risco". Por regiões, é em Lisboa, no Algarve e no Alentejo que o nível de actividade física é superior, ao contrário do Norte, Centro, Madeira e Açores. "Ainda há uma grande proporção de pessoas com baixa actividade física", lamenta a especialista.

Analisando aquilo que comem os portugueses, percebe-se que as mulheres têm mais cuidado com a alimentação (ver gráfico). Consomem mais leite, sopa, fruta, hortícolas, cereais, iogurtes e queijo fresco e requeijão. Já os homens abusam mais da carne, do pão, da batata e arroz e da charcutaria e salsicharia. Nas bebidas, elas preferem a água e eles o vinho e a cerveja. E isso, claro, reflecte-se no peso.

Uma coisa é certa: os portugueses continuam a consumir muito peixe (mais as mulheres do que os homens) comparativamente com outros países da Europa.

Foi a partir dos anos 80 do século passado que os nossos padrões de alimentação se começaram a alterar, com a melhoria do poder de compra e a maior oferta alimentar, explica Maria Daniel Vaz de Almeida. O problema é que, se antes chegávamos a ter situações graves de carência, de fome mesmo, "passámos de um extremo a outro", observa.

A especialista nota que o IMC é uma medida de excesso de peso ou de obesidade pouco fina, uma vez que não distingue entre massa gorda e massa muscular, questões que vão ser avaliadas a seguir pelo grupo que realizou o estudo. De qualquer forma, o IMC é um bom indicador a nível populacional, sublinha. A investigação vai continuar também com um estudo agora dirigido às crianças e jovens.

Adolescentes não sabem calorias ingeridas

É um problema de desconhecimento: mais de metade dos jovens inquiridos num estudo sobre percepção da ingestão calórica não tinham a noção da quantidade de calorias ingeridas durante as refeições e dois terços ignoravam mesmo quais são as suas necessidades nutricionais diárias.

Neste estudo, realizado por seis alunos da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (Sara Dias, Sandra Neves, Rui Joveira, Ricardo Capela, Francisco Rosa e João Castro), foram entrevistados 391 jovens entre os 16 e os 19 anos frequentadores de restaurantes.

A maioria dos inquiridos (57,8 por cento) não fazia ideia do número de calorias ingeridas numa refeição, sendo que a proporção dos que desconheciam o valor calórico do que comiam era superior entre os rapazes (62,7 por cento).

Os autores constataram diferenças significativas entre rapazes e raparigas, tendo estas, para além de uma maior noção das calorias ingeridas, maior preocupação com a alimentação e maior insatisfação com o peso.

No geral, apesar de a maior parte dos inquiridos (70,6 por cento) se mostrar preocupada com a alimentação, pouco mais de um terço sabia quantas calorias necessitava por dia.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Rulotes: 26 em 30 chumbam

 Para mim esta noticia da Deco não é bem uma novidade...
E francamente para mim, não são apenas as rulotes que apresentam problemas e que representam um pequeno perigo para a saúde publica!


Para mim, em  por terras lusas, continua-se a dar muita importância ao acessório e a ser pouco directo e assertivo no que toca à higiene e segurança alimentar!
Quanto mais experiência nesta área, mais certeza tenho de que é importante haver sensibilização (seja ela da forma que for) para que as regras de higiene e segurança alimentar sejam cumpridas em vez de se andar a falar apenas de colheres de pau...

Ler esta noticia talvez seja uma forma de se pensar um pouco, não no que comemos, mas como muitas vezes o que comemos é feito e manipulado...

Dos 60 cachorros e hambúrgueres que os técnicos da PROTESTE analisaram, 41 revelaram germes indicadores de falta de higiene. 


Detectaram ainda falhas nas condições de funcionamento de 15 das 30 rulotes da grande Lisboa e grande Porto visitadas. A saúde dos consumidores não está em risco, mas os resultados são preocupantes.
Carne mal cozinhada ou contaminação cruzada devido a contacto com carne ainda crua ou vegetais mal lavados são causas possíveis. Também podem surgir problemas se os funcionários não tiverem os devidos cuidados de higiene das mãos ou os alimentos contactarem com superfícies ou utensílios mal limpos.
Durante as visitas, a DECO PROTESTE avaliou as condições de funcionamento. A principal falha surge na higiene pessoal. Apenas em 14 locais os funcionários vestiam equipamento adequado para quem trabalha com alimentos: farda, touca ou barrete e luvas. Alguns não lavavam as mãos ou os utensílios após manusear alimentos crus, apesar de existir um lavatório na rulote. A maioria também manipulava dinheiro e alimentos sem lavar as mãos. Foi detectada, ainda, alguma falta de cuidado na refrigeração dos produtos: nem sempre guardados no frigorífico após a utilização.
A DECO defende uma melhoria urgente das práticas de higiene. Mas, para que sejam cumpridas, há que formar os funcionários. Os problemas de higiene e funcionamento detectados também podem diminuir com fiscalizações mais frequentes. Torna-se urgente uma maior concertação entre as câmaras municipais e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.

24.03.2010