Hoje deixo aqui um apanhado de receitas de sopas frias.
Como já disse há uns tempos, são óptima opção para estes dias quentes, em que não apetecem alimentos quentes e muito menos estar em frente ao fogão horas a fio...
Eu não inventei nada. São apenas receitas que fui reunindo.
Assim, fica o link para a ligação às receitas.
Bons cozinhados.
https://docs.google.com/fileview?id=0Bz-QKqnvOdECMzBjMWMzNTctMTQyZi00YzE2LTliMGUtMDczZGEyMTg1Mjk2&hl=en&authkey=CNuIjNsG
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
O café pode diminuir a glicemia pós-prandial?
Sim. O hábito de tomar um café após a refeição pode interferir positivamente na diminuição da glicémia pós-prandial, mas ainda não há um consenso sobre qual quantidade da bebida e hora ideal para a ingestão de forma a obter um maior efeito. Os mecanismos exactos ainda estão sob investigação, mas sabe-se que o café tem efeito estimulador sobre as hormonas intestinais, que são secretadas no intestino após as refeições, ajudando a controlar os níveis de glicémia. Uma delas, a hormona GLP-1 (glucagon-like peptídeo-1), actua estimulando a síntese e secreção de insulina (aumentando a captação e o armazenamento de glicose); inibindo a secreção do glucagon e promovendo o retardamento do esvaziamento gástrico, o que contribui para a diminuição da elevação da glicémia no estado pós-prandial, diminuindo o apetite. O café possui diversos tipos de antioxidantes. Um dos mais importantes é um composto fenólico chamado ácido clorogénico, capaz de quelar metais e se ligar a radicais livres formados durante o processo oxidativo. Alguns autores acreditam que esta propriedade possa melhorar a tolerância à glicose. Outro mecanismo pelo qual o ácido clorogénico pode influenciar na glicémia pós-prandial é por meio da inibição da acção da glicose-6-fosfatase (enzima responsável pela regulação homeostática da glicose sanguínea), inibindo a produção de glicose hepática. Estudos experimentais observaram que o ácido quínico (produto obtido do ácido clorogénico após a torrefacção do café) aumenta a sensibilidade à insulina. O magnésio presente no café também parece afectar o metabolismo de glicose. O mineral participa dos processos de fosforilação, que são essenciais para o metabolismo da glicose e pode afectar a actividade do receptor de insulina. O valor da glicémia pós-prandial depende da relação entre a secreção de insulina e glucagon, da quantidade e do tipo de alimento ingerido. O nível da glicémia começa a aumentar 10 minutos após a ingestão de alimentos. A glicémia atinge seus valores máximos aos 60 minutos após ingestão alimentar e aproxima-se dos níveis basais normalmente em 2 a 3 horas após a alimentação. Segundo as pesquisas científicas da área, o consumo regular de café também ajuda a prevenir o diabetes mellitus tipo 2. Um estudo que avaliou mais de 190 mil pessoas concluiu que aqueles que ingeriam de 4 a 6 chávenas de café por dia tiveram 28% menos chances de desenvolver diabetes do que aqueles que consumiam até 2 chávenas/dia. | ||
Bibliografia (s) CEDEPAP TV. Jaakko Tuomilehto. Manejo de La glicemia posprandial. Disponível em: http://www.cedepap.tv/index.php?id=250. Acessado em: 28/07/2010. Gross JL, Ferreira SRG, Oliveira JE. Glicemia pós-prandial. Arq Bras Endocrinol Metab. 2003;47(6):728-38. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302003000600017&script=sci_arttext&tlng=es. Acessado em: 28/07/2010. Arçari DP. Efeitos biológicos do consumo de erva-mate (Ilex paraguariensis) frente à obesidade em camundongos. Dissertação apresentada ao programa de pós-graduação em nutrição em saúde pública para fins de obtenção do título de Mestre em Nutrição em Saúde Pública. São Paulo, 2009. Cardoso LM. Efeitos de tinturas de café na osteoporose e no diabetes e do flavonóide hesperedina na osteoporose. Dissertação apresentada à Universidade Federal de Viçosa como parte das exigências do programa de pós-graduação em bioquímica agrícola para obtenção do título de Magister Scientiae. Viçosa, 2008. Lane JD, Barkauskas CE, Surwit RS, Feinglos MN. Caffeine Impairs Glucose Metabolism in Type 2 Diabetes. Diabetes Care. 2004;27(8):2047-8. Disponível em: http://care.diabetesjournals.org/content/27/8/2047.full.pdf+html. Acessado em: 29/07/2010. Lane JD, Feinglos MN, Surwit RS. Caffeine Increases Ambulatory Glucose and Postprandial Responses in Coffee Drinkers With Type 2 Diabetes. Diabetes Care. 2008;31(2):221-2. Disponível em: http://care.diabetesjournals.org/content/31/2/221.full. Acessado em: 29/07/2010. Johnston KL, Clifford MN, Morgan LM. Coffee acutely modifies gastrointestinal hormone secretion and glucose tolerance in humans: glycemic effects of chlorogenic acid and caffeine. Am J Clin Nutr. 2003;78(4):728–33. Disponível em: http://www.ajcn.org/cgi/reprint/78/4/728. Acessado em: 02/08/2010. in:http://www.nutritotal.com.br/perguntas/?acao=bu&categoria=1&id=580 Vejam mais perguntas e respostas aqui neste site. Vale a pena! |
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Cafeína
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O que eles comem na Praia
Aqui está o artigo, escrito pela Jornalista Rita Garcia e em que participei como Nutricionista na Sábado desta semana.
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Revista Sábado - O que eles levam na geleira para a praia
Hoje estou na Revista Sábado no artigo - "O que eles levam na geleira para a praia".
http://www.sabado.pt/Na-Revista/N%C2%BA-272,-16-a-22-Jul-2009-%2855%29/272_sumario-%281%29.aspx
Espero que gostem!
http://www.sabado.pt/Na-Revista/N%C2%BA-272,-16-a-22-Jul-2009-%2855%29/272_sumario-%281%29.aspx
Espero que gostem!
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Imprensa
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Salada de Quinoa
Em Dezembro do ano passado, publiquei aqui no blog, 2 artigos sobre a Quinoa (ver http://inesgilforte.blogspot.com/2009/12/quinoa-i.html e
Como considero um óptimo cereal, uma vez mais desejo deixar aqui uma dica sobre este alimento, que ainda é desconhecido por muitos, mas que recomendo a todos!
E aqui deixo uma receita, que costumo dar aos meus pacientes, para que comecem a ganhar o gostinho pelo chamado "Super Alimento".
Salada de Quinoa:
6 folhas de alface
8 folhas de rúcula
2 fatias de ananás picado
4 palmitos em conserva picados
1 tomate cortado em cubos
½ pepino cortado em cubos
8 azeitonas
4 colheres de sopa de quinoa
Para molho:
Sumo de 1 limão
3 colheres de sopa de mostarda
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de água
óregãos, sal e pimenta a gosto
Misture todos os ingredientes do molho e regue as folhas.
Divida a alface e a rúcula pelos pratos. À parte junte o ananás, o palmito, o tomate e o pepino.
Distribua pelos pratos e polvilhe sobre as folhas.
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Receitas
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O que comer na praia?
Chegou o mês em que grande parte dos Portugueses vão até à praia para as suas merecidas férias após um enorme ano de esforço e trabalho!
Para além do descanso, uma questão que é colocada por muitos, é o que levar para comer nas horas em que se aproveita o sol e o mar.
Assim, aqui ficam alguns alimentos óptimos para levar.
A famosa maçã. Porque não?
É de fácil transporte, e quando lavada em casa já não dá mais trabalho.
Mas temos outros exemplos de frutas, como melancia ou melão ou meloa partidas aos cubos. Ai teremos que levar sempre um garfo...
Também a pêra poderá ser agradável!
Iogurtes, sandes de queijo flamengo ou fiambre ou carne assada se tivermos uma pequena lancheira!
Gaspacho em pacotes, porque não? Sempre fresco e nutritivo!
Alguns frutos secos, sem sal e sem serem fritos. Aqui podemos obter uma óptima fonte de anti-oxidantes! E são óptimos para "matar a dome". Aqui ter em conta o quantidade, uma vez que são ricos em gordura!
Ovos cozidos, aguentam muito tempo, e são saciantes.
Cenoura descascada ou em palitos.
Tomates cereja (os miúdos adoram!!)
Temos ainda os frutos desidratados, os pacotes de leite...
Barras de cereais sem açúcar adicionado poderá ser outra ideia.
E água e sumos naturais! Super importante!
Nunca esquecer comer de três em três horas!
Cuidado com os folhados, o bolos com creme e os gelados a mais!
Boas férias e praia
Para além do descanso, uma questão que é colocada por muitos, é o que levar para comer nas horas em que se aproveita o sol e o mar.
Assim, aqui ficam alguns alimentos óptimos para levar.
A famosa maçã. Porque não?
É de fácil transporte, e quando lavada em casa já não dá mais trabalho.
Mas temos outros exemplos de frutas, como melancia ou melão ou meloa partidas aos cubos. Ai teremos que levar sempre um garfo...
Também a pêra poderá ser agradável!
Iogurtes, sandes de queijo flamengo ou fiambre ou carne assada se tivermos uma pequena lancheira!
Gaspacho em pacotes, porque não? Sempre fresco e nutritivo!
Alguns frutos secos, sem sal e sem serem fritos. Aqui podemos obter uma óptima fonte de anti-oxidantes! E são óptimos para "matar a dome". Aqui ter em conta o quantidade, uma vez que são ricos em gordura!
Ovos cozidos, aguentam muito tempo, e são saciantes.
Cenoura descascada ou em palitos.
Tomates cereja (os miúdos adoram!!)
Temos ainda os frutos desidratados, os pacotes de leite...
Barras de cereais sem açúcar adicionado poderá ser outra ideia.
E água e sumos naturais! Super importante!
Nunca esquecer comer de três em três horas!
Cuidado com os folhados, o bolos com creme e os gelados a mais!
Boas férias e praia
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Dia de praia na Galiza
Hoje foi dia de praia em Baiona, Praia da Américas, Galiza.
Se há coisa que me faz lembrar sempre a comida em Espanha são os fritos, as canas, os mariscos, o pão.
Mas sendo bem rápida, também é verdade que pelo que observei das pessoas da praia, posso dizer uma ou duas coisas.
Por um lado poucos obesos. Os que haviam, faziam parte da faixa etária dos 70...
Por outro lado durante as várias horas que lá estive tanto de manhã como à tarde, toda a gente andava de um lado para o outro na praia.
De todas as faixas etárias sem exclusão, o que é raro ver-se por cá.
Por outro lado...A salada faz sempre parte das refeições. Algo também a assinalar!
Acho que ainda podemos tirar alguns exemplos dos nossos vizinhos espanhóis!
Se há coisa que me faz lembrar sempre a comida em Espanha são os fritos, as canas, os mariscos, o pão.
Mas sendo bem rápida, também é verdade que pelo que observei das pessoas da praia, posso dizer uma ou duas coisas.
Por um lado poucos obesos. Os que haviam, faziam parte da faixa etária dos 70...
Por outro lado durante as várias horas que lá estive tanto de manhã como à tarde, toda a gente andava de um lado para o outro na praia.
De todas as faixas etárias sem exclusão, o que é raro ver-se por cá.
Por outro lado...A salada faz sempre parte das refeições. Algo também a assinalar!
Acho que ainda podemos tirar alguns exemplos dos nossos vizinhos espanhóis!
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Suplementos alimentares, têm mesmo efeito?
É comum quando os meus pacientes vão ter comigo ao consultório na primeira consulta, perguntarem-me se não lhe prescrevo suplementos alimentares. Principalmente quando o objectivo é o emagrecimento rápido.
A minha resposta mais comum, é um NÃO, algo redondo!
Pela minha forma de trabalhar e pela minha filosofia de vida, penso que o importante é ensinar a comer, seja em que caso for, para atingir o peso desejado, para melhorar determinados parâmetros das análises ou para que quem me procure se sinta apenas com mais energia, mais saudável.
Assim, costumo fazer várias consultas, de forma a que as pessoas se vão habituando a novos estilos de vida e não a uma dieta que rapidamente termina e que deixa de ter efeito passados uns meses.
Atenção ao que parece barato e sai caro e principalmente à falta de controlo pelas autoridades competentes!
Suplementos sem controlo sanitário e provas de eficácia
por Lusa26 Julho 2010


Os suplementos alimentares não são controlados pelas entidades da Saúde e vários estudos alertam para a falta de dados que comprovem a sua segurança e eficácia na perda de peso, principal motivo que leva à procura crescente destes produtos. Portugal tem 54% de pessoas obesas e é um dos países com mais obesidade infantil.
O número de pessoas obesas ou com excesso de peso tem vindo a aumentar: são já metade dos portugueses. E são cada vez mais aqueles que tentam emagrecer através da ingestão de suplementos alimentares, na maior parte das vezes sem terem conhecimentos acerca do produto ou dos seus efeitos, e sem acompanhamento médico.
Segundo a IMS Health, as vendas de suplementos alimentares em farmácias em parafarmácias aumentaram 1,8% em número de embalagens e 16,7% em valor, na comparação do período entre Julho de 2009 e Junho deste ano com os 12 meses anteriores. De Julho de 2009 até Junho de 2010, foram vendidas 1 224 709 embalagens contra 1 202 742 no período anterior, o que corresponde a 28,831 milhões de euros contra 24,584 milhões.
Estudos realizados na Alemanha e no Reino Unido, recentemente divulgados no Congresso Internacional de Obesidade, na Suécia, não encontraram relação entre os suplementos alimentares e a perda de peso.
No trabalho coordenado por Thomas Ellrot, do Instituto para a Nutrição e Psicologia da Universidade de Gottingen Medical School, "não foi verificada uma diferença estatisticamente significativa na perda de peso comparando suplementos alimentares para perda de peso e placebo" (comprimidos sem efeito).
Também a investigação da Península Medical School da Universidade de Exeter e Plymouth não encontrou "qualquer evidência" de que os suplementos analisados sejam "adequados para a perda de peso".
Em declarações à agência Lusa, o director do Serviço de Endocrinologia do Hospital Militar Principal, João Jácome de Castro, defendeu que "não se pode extrapolar destes estudos para tudo". Há vários tipos de suplementos e alguns podem ser úteis se aconselhados por médicos.
No entanto, "se me perguntar enquanto endócrinologista (...) se me sinto confortável a dar esses suplementos [aos doentes, a resposta é] não", admitiu.
Para as pessoas que querem perder peso, "o essencial é um plano estruturado de alteração de estilo de vida com regras alimentares", o que "tem de ser consubstanciado por uma consulta credível, por um acompanhamento regular", aconselhou o médico endócrinologista, apontando que, "em casos pontuais, alguns daqueles produtos podem ser úteis".
Sem controlo do Ministério da Saúde e do Infarmed
Em Portugal, os suplementos alimentares não passam o crivo do Ministério da Saúde ou do Infarmed: são avaliados pelo Ministério da Agricultura, "de acordo com critérios diferentes", ou seja, o seu impacto na saúde de quem os consome, alerta um especialista.
Assim, é difícil "medir" a eficácia destes produtos na perda de peso e os efeitos que podem ter na saúde, disse o director do Serviço de Endocrinologia do Hospital Militar Principal, João Jácome de Castro.
"Temos de ter uma preocupação de eficácia quando usamos um remédio ou um produto para ajudar a saúde de alguém. Temos de usar um produto que seja eficaz, que vá contribuir para melhorar aquela situação e, tanto quanto isso, que não a vá prejudicar", salientou o especialista, acrescentado que "não passar por aqueles crivos torna mais fácil que estas coisas não aconteçam".
Por outro lado, "temos produtos que podem ser anunciados de quase qualquer forma e cujo valor científico e a segurança são menos rigorosos", alertou João Jácome de Castro.
João Jácome de Castro recordou que, no mercado nacional, "há um único remédio" para perder peso, que "passa pelo crivo do Infarmed" (a Autoridade Nacional do Medicamento), mas deve sempre ser integrado num plano estruturado de acompanhamento médico.
Portugal tem 54% de pessoas obesas e é um dos países com mais obesidade infantil, disse o especialista.
"Há cada vez mais obesidade e mais excesso de peso. A obesidade cada vez mais condiciona complicações de saúde, hipertensão, diabetes, colesterol, risco de doença cardíaca, risco de cancro", alertou.
Segundo a IMS Health, as vendas de suplementos alimentares em farmácias em parafarmácias aumentaram 1,8% em número de embalagens e 16,7% em valor, na comparação do período entre Julho de 2009 e Junho deste ano com os 12 meses anteriores. De Julho de 2009 até Junho de 2010, foram vendidas 1 224 709 embalagens contra 1 202 742 no período anterior, o que corresponde a 28,831 milhões de euros contra 24,584 milhões.
Estudos realizados na Alemanha e no Reino Unido, recentemente divulgados no Congresso Internacional de Obesidade, na Suécia, não encontraram relação entre os suplementos alimentares e a perda de peso.
No trabalho coordenado por Thomas Ellrot, do Instituto para a Nutrição e Psicologia da Universidade de Gottingen Medical School, "não foi verificada uma diferença estatisticamente significativa na perda de peso comparando suplementos alimentares para perda de peso e placebo" (comprimidos sem efeito).
Também a investigação da Península Medical School da Universidade de Exeter e Plymouth não encontrou "qualquer evidência" de que os suplementos analisados sejam "adequados para a perda de peso".
Em declarações à agência Lusa, o director do Serviço de Endocrinologia do Hospital Militar Principal, João Jácome de Castro, defendeu que "não se pode extrapolar destes estudos para tudo". Há vários tipos de suplementos e alguns podem ser úteis se aconselhados por médicos.
No entanto, "se me perguntar enquanto endócrinologista (...) se me sinto confortável a dar esses suplementos [aos doentes, a resposta é] não", admitiu.
Para as pessoas que querem perder peso, "o essencial é um plano estruturado de alteração de estilo de vida com regras alimentares", o que "tem de ser consubstanciado por uma consulta credível, por um acompanhamento regular", aconselhou o médico endócrinologista, apontando que, "em casos pontuais, alguns daqueles produtos podem ser úteis".
Sem controlo do Ministério da Saúde e do Infarmed
Em Portugal, os suplementos alimentares não passam o crivo do Ministério da Saúde ou do Infarmed: são avaliados pelo Ministério da Agricultura, "de acordo com critérios diferentes", ou seja, o seu impacto na saúde de quem os consome, alerta um especialista.
Assim, é difícil "medir" a eficácia destes produtos na perda de peso e os efeitos que podem ter na saúde, disse o director do Serviço de Endocrinologia do Hospital Militar Principal, João Jácome de Castro.
"Temos de ter uma preocupação de eficácia quando usamos um remédio ou um produto para ajudar a saúde de alguém. Temos de usar um produto que seja eficaz, que vá contribuir para melhorar aquela situação e, tanto quanto isso, que não a vá prejudicar", salientou o especialista, acrescentado que "não passar por aqueles crivos torna mais fácil que estas coisas não aconteçam".
Por outro lado, "temos produtos que podem ser anunciados de quase qualquer forma e cujo valor científico e a segurança são menos rigorosos", alertou João Jácome de Castro.
João Jácome de Castro recordou que, no mercado nacional, "há um único remédio" para perder peso, que "passa pelo crivo do Infarmed" (a Autoridade Nacional do Medicamento), mas deve sempre ser integrado num plano estruturado de acompanhamento médico.
Portugal tem 54% de pessoas obesas e é um dos países com mais obesidade infantil, disse o especialista.
"Há cada vez mais obesidade e mais excesso de peso. A obesidade cada vez mais condiciona complicações de saúde, hipertensão, diabetes, colesterol, risco de doença cardíaca, risco de cancro", alertou.
Excesso de calor e o organismo humano
Ontem e hoje, penso que tal como a maioria dos portugueses sofri com o calor...
Neste preciso momento dormir torna-se complicado com este calor todo!
Assim, lá fui eu ao Site da Autoridade da Protecção Civil, tentar aprender mais um pouco sobre os efeitos deste calor no nosso organismo.
Aqui fica, para que tomem os respectivos cuidados!
Neste preciso momento dormir torna-se complicado com este calor todo!
Assim, lá fui eu ao Site da Autoridade da Protecção Civil, tentar aprender mais um pouco sobre os efeitos deste calor no nosso organismo.
Aqui fica, para que tomem os respectivos cuidados!
| 1 - Cãibras musculares |
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| Em situações de muito calor a transpiração origina a perda de água e sais minerais. Normalmente, a compensação é feita apenas com água, levando a que o tecido muscular se ressinta da falta de sais, reagindo com contracções involuntárias dos músculos das pernas e abdominais que provocam dor (cãibras). Sintomas Contracções involuntárias dos músculos das pernas e abdominais; pele fria e húmida; temperatura corporal normal; sem alteração do estado de consciência. Que fazer? - Repousar num ambiente fresco. - Remover roupas apertadas. - Massajar os músculos afectados de modo a aliviar a dor. - Beber água natural com uma colher de chá de sal por cada meio litro de água (a água deve ser bebida devagar durante várias horas até se recuperar dos sintomas). |
| 2 - Exaustão pelo calor |
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| A exposição a temperaturas muito elevadas e a grande perda de água e sais pode levar a uma situação de exaustão pelo calor. Sintomas Dores de cabeça; náuseas; vómitos; tonturas; fraqueza; cãibras; pele húmida e pálida; temperatura corporal normal ou ligeiramente aumentada. Que fazer? - Repousar deitado num ambiente fresco. - Remover roupas apertadas. - Se possível utilizar soluções comercializadas para hidratação oral, caso contrário beber água natural com uma colher de chá de sal por cada meio litro de água. - Se a vítima estiver com vómitos ou inconsciente deverá ligar imediatamente para o 112. |
| 3 - Golpe de calor |
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| O golpe de calor corresponde a uma emergência médica. Quando exposto durante muito tempo a situações de calor extremo o organismo perde a capacidade de regular a temperatura. A temperatura interna sobe para valores muito elevados podendo provocar lesões internas graves. Sintomas Pele vermelha, quente e seca; pulsação rápida e fraca; temperatura corporal muito elevada; vómitos; perda da consciência. Que fazer? - Ligue imediatamente para o 112 ou leve a vítima para o hospital mais próximo. - Remover roupas apertadas. - Enquanto não chegar ajuda médica deve-se tentar arrefecer a vítima colocando compressas frias ou mesmo sacos com gelo nas virilhas, axilas e peito (zonas do corpo onde ocorre maior transferência de calor) ou mergulhar a vítima em água tépida (20 º c a 25 º c); - Elevar as pernas. - Se a vítima tiver vómitos deve ser colocada em posição lateral de segurança. - Não dar líquidos (a hidratação deve ser feita em meio hospitalar). |
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Bolas de Berlim
Sempre que vou à praia...lá vem a senhora ou mais comummente o senhor das Bolas de Berlim!
Essa tradição nacional, que tantas questões tem colocado...
Ora se fala dos microorganismos que se podem desenvolver no crema de ovo, ora se fala da eventualidade de que as come ficar uma bola...
Quanto aos famosos bichinhos que tanto medo causam...Só posso dizer duas coisas:
1 - se os senhores cumprirem as devidas regras de higiene e segurança alimentar não se desenvolverão. E para além disso há sempre a menos apreciada versão sem creme.
2 - Quem tem medo de se tornar uma bolinha...tem alguns remédios...
Uma é a moderação, se for uma por semana, não é por ai que o "gato vai às filhoses".
Depois pode sempre andar...já viram algum vendedor de Bolas de Berlim gordo? Fartam-se de andar! Caminhar é a sua vida por isso mesmo que comam uma bola por dia não engordam!
Mas ainda há o problema das gorduras...novamente vem à baila a moderação! não é por uma bola por semana que vamos aumentar os nossos níveis de colesterol total de 150 para 250!!!
Agora, comer 2 Bolas por dia, mais um gelado, 2 refrigerantes e uma caipirinha........e ainda passarmos os dias na espreguiçadeira! Isso sim, leva-nos a ficar umas bolinhas!
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