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domingo, 8 de agosto de 2010

O café pode diminuir a glicemia pós-prandial?



Sim. O hábito de tomar um café após a refeição pode interferir positivamente na diminuição da glicémia pós-prandial, mas ainda não há um consenso sobre qual quantidade da bebida e hora  ideal para a ingestão de forma a  obter um maior efeito.

Os mecanismos exactos ainda estão sob investigação, mas sabe-se que o café tem efeito estimulador sobre as hormonas intestinais, que são secretadas no intestino após as refeições, ajudando a controlar os níveis de glicémia. Uma delas, a hormona GLP-1 (glucagon-like peptídeo-1), actua estimulando a síntese e secreção de insulina (aumentando a captação e o armazenamento de glicose); inibindo a secreção do glucagon e promovendo o retardamento do esvaziamento gástrico, o que contribui para a diminuição da elevação da glicémia no estado pós-prandial, diminuindo o apetite.


O café possui diversos tipos de antioxidantes. Um dos mais importantes é um composto fenólico chamado ácido clorogénico, capaz de quelar metais e se ligar a radicais livres formados durante o processo oxidativo. Alguns autores acreditam que esta propriedade possa melhorar a tolerância à glicose.


Outro mecanismo pelo qual o ácido clorogénico pode influenciar na glicémia pós-prandial é por meio da inibição da acção da glicose-6-fosfatase (enzima responsável pela regulação homeostática da glicose sanguínea), inibindo a produção de glicose hepática. Estudos experimentais observaram que o ácido quínico (produto obtido do ácido clorogénico após a torrefacção do café) aumenta a sensibilidade à insulina.


O magnésio presente no café também parece afectar o metabolismo de glicose. O mineral participa dos processos de fosforilação, que são essenciais para o metabolismo da glicose e pode afectar a actividade do receptor de insulina.


O valor da glicémia pós-prandial depende da relação entre a secreção de insulina e glucagon, da quantidade e do tipo de alimento ingerido. O nível da glicémia começa a aumentar 10 mi­nutos após a ingestão de alimentos.


A glicémia atinge seus valores máximos aos 60 minutos após ingestão alimentar e aproxima-se dos níveis basais normalmente em 2 a 3 horas após a alimentação.
Segundo as pesquisas científicas da área, o consumo regular de café também ajuda a prevenir o diabetes mellitus tipo 2. Um estudo que avaliou mais de 190 mil pessoas concluiu que aqueles que ingeriam de 4 a 6 chávenas de café por dia tiveram 28% menos chances de desenvolver diabetes do que aqueles que consumiam até 2 chávenas/dia.



Bibliografia (s)

CEDEPAP TV. Jaakko Tuomilehto. Manejo de La glicemia posprandial. Disponível em: http://www.cedepap.tv/index.php?id=250. Acessado em: 28/07/2010.

Gross JL, Ferreira SRG, Oliveira JE. Glicemia pós-prandial. Arq Bras Endocrinol Metab. 2003;47(6):728-38. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302003000600017&script=sci_arttext&tlng=es. Acessado em: 28/07/2010.

Arçari DP. Efeitos biológicos do consumo de erva-mate (Ilex paraguariensis) frente à obesidade em camundongos. Dissertação apresentada ao programa de pós-graduação em nutrição em saúde pública para fins de obtenção do título de Mestre em Nutrição em Saúde Pública. São Paulo, 2009.

Cardoso LM. Efeitos de tinturas de café na osteoporose e no diabetes e do flavonóide hesperedina na osteoporose. Dissertação apresentada à Universidade Federal de Viçosa como parte das exigências do programa de pós-graduação em bioquímica agrícola para obtenção do título de Magister Scientiae. Viçosa, 2008.

Lane JD, Barkauskas CE, Surwit RS, Feinglos MN. Caffeine Impairs Glucose Metabolism in Type 2 Diabetes. Diabetes Care. 2004;27(8):2047-8. Disponível em: http://care.diabetesjournals.org/content/27/8/2047.full.pdf+html. Acessado em: 29/07/2010.

Lane JD, Feinglos MN, Surwit RS. Caffeine Increases Ambulatory Glucose and Postprandial Responses in Coffee Drinkers With Type 2 Diabetes. Diabetes Care. 2008;31(2):221-2. Disponível em: http://care.diabetesjournals.org/content/31/2/221.full. Acessado em: 29/07/2010.

Johnston KL, Clifford MN, Morgan LM. Coffee acutely modifies gastrointestinal hormone secretion and glucose tolerance in humans: glycemic effects of chlorogenic acid and caffeine. Am J Clin Nutr. 2003;78(4):728–33. Disponível em: http://www.ajcn.org/cgi/reprint/78/4/728. Acessado em: 02/08/2010.


in:http://www.nutritotal.com.br/perguntas/?acao=bu&categoria=1&id=580

Vejam mais perguntas e respostas  aqui neste site. Vale a pena! 
 

sábado, 17 de abril de 2010

Cafeína e a saúde

Muitas culturas concederam uma importância especial aos alimentos e bebidas que contêm cafeína. A cafeína é dos ingredientes alimentares mais bem estudados; no entanto, a investigação científica ainda não esgotou todas as questões que deveríamos conhecer. Neste artigo, serão discutidos os efeitos fisiológicos imediatos, do consumo desta substância, tão comum. Além disto também se irá determinar se a cafeína influencia o risco de certas doenças, como as cardiovasculares e cancro, como o seu impacto em determinados grupos específicos, nomeadamente nas pessoas que abusam do seu consumo.

A cafeína é uma xantina alcalóide, encontrada em várias plantas como nos grãos de café e cacau, folhas do chá, frutos do guaraná e noz de cola, e é adicionada a refrigerantes e diversos medicamentos. Actua também como um pesticida natural, protegendo as plantas dos insectos que se alimentam destas. O teor médio de cafeína por 150 ml (uma taça) de café tostado moído é cerca de 85 mg, de café instantâneo é 60 mg, café descafeínado é 3 mg, o chá em folhas ou saco apresenta 30 mg, o chá instantâneo 20 mg e o cacau ou chocolate quente é 4 mg. Um copo (200 ml) de refrigerante com cafeína tem entre 20 a 60 mg desta.

Na Europa, a população adulta consome em média 200 mg por dia de cafeína (entre 100 a 400 mg), principalmente através do café e chá, mas também dos refrigerantes, incluindo as bebidas energéticas. Contudo, a dose depende essencialmente dos hábitos culturais; os países nórdicos têm o hábito de beber muito café (Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia), onde o consumo médio de cafeína é de 400 mg diários. As crianças, adolescentes e indivíduos que não consomem café ingerem cafeína principalmente através dos chás e refrigerantes.

De acordo com a Directiva Europeia 2002/67/CE, a presença de cafeína deve constar de forma visível nos rótulos das bebidas com teor de cafeína superior a 150 mg/l. Esta norma aplica-se em alguns refrigerantes e bebidas energéticas que contenham cafeína, não incluindo o chá, café e seus derivados, uma vez que o consumidor deve saber que estes se tratam das principais fontes de cafeína e o seu teor varia de acordo com a técnica de preparação (tempo de infusão maior ou extracção). Os estados membros dispõem de uma legislação nacional para cumprir esta directiva.



Metabolismo da cafeína

A cafeína atinge a corrente sanguínea passados 30 a 45 minutos do seu consumo. De seguida, distribui-se pelos líquidos corporais, para depois ser metabolizada e expulsa da pela urina. A média de semi-vida da cafeína no organismo é de 4 horas (as estimativas variam entre 2 a 10h). Durante a gravidez, esta reduz a sua velocidade de metabolização e os seus níveis mantêm-se durante mais tempo.

A capacidade da cafeína para potenciar o estado de alerta e a atenção prolongada está muito bem documentada, devendo-se a sua função primária de estimulante do sistema nervoso central, à sua acção como antagonista da adenosina. A adenosina é uma substância química, produzida de modo natural pelo organismo, que actua como mensageiro, regulando a actividade cerebral e modulando o estado de vigília e sono (é um sinal de cansaço). A cafeína bloqueia os receptores de adenosina presentes no tecido nervoso, particularmente no cérebro, mantendo o estado de excitação. Através deste mecanismo, a cafeína melhora a capacidade de se fazer esforço físico e mental, antes do aparecimento da fadiga. O bloqueio dos receptores de adenosina contribuem para a constrição dos vasos sanguíneos, aliviando a pressão das enxaquecas e dores de cabeça, o que explica o facto de muitos analgésicos conterem cafeína1,2.

Sensibilidade à cafeína

A sensibilidade à cafeína varia muito de indivíduo para indivíduo. Investigadores descobriram recentemente um “gene que reduz a velocidade do metabolismo”, sendo que os indivíduos que apresentam este gene eliminam a cafeína mais lentamente. Um estudo recente mostrou que, nos indivíduos com esta característica, o consumo de café está associado ao aumento do risco de enfarte do miocárdio não mortal, sugerindo que a cafeína pode desempenhar um papel nesta associação. Estes dados necessitam de ser confirmados em pesquisas futuras.

As mulheres grávidas, ou as pessoas que sofrem de determinadas condições médicas ou que são sensíveis à cafeína, devem ter cuidado e moderar o consumo deste ingrediente. A maioria da informação epidemiológica disponível indica que um consumo total por dia, inferior a 300 mg, não apresenta qualquer problema. A questão referente a possíveis efeitos na gravidez e no bebé, quando o consumo é superior a estes valores, continua em aberto. Por esta razão, e devido à metabolização ser mais lenta durante a gravidez, recomenda-se uma moderação no consumo desta substância, durante o tempo de gestação, independentemente da sua origem. No caso das crianças, que não consomem café ou chá, os refrigerantes de cola e outros que contenham cafeína devem representar um consumo equivalente a 3,5 mg por kg de peso corporal por dia (por exemplo, 160 mg de cafeína para uma criança de 10 anos, pesando 30 kg). Valores superiores poderão causar mudanças temporárias no comportamento, como um maior estado de alerta, irritabilidade, ansiedade e nervosismo.


Efeitos imediatos da cafeína


Doses entre os 100 e os 600 mg permitem um pensamento mais rápido e mais claro, tal como uma melhor coordenação corporal. O lado negativo da questão é que a cafeína pode causar agitação e uma perda de controlo do motor fino. Quantidades superiores a 2000 mg podem causar insónias, tremores e respiração agitada, no entanto estes sintomas podem ser notados mesmo em doses inferiores. Contudo, o consumo habitual pode minimizar muitos destes efeitos, uma vez que as propriedades estimulantes da cafeína afectam menos os consumidores habituais de café, do que os ocasionais.

A cafeína apresenta outros efeitos imediatos: estimula a libertação de cortisol e adrenalina, o que faz com que aumente a pressão arterial e o coração bata mais rápido. Além disto, tem um efeito diurético, relaxa os brônquios, aumenta a produção de ácido gástrico e aumenta a taxa metabólica.

Cafeína e a saúde

A maioria dos estudos que relata a relação da saúde com a cafeína são baseados no café. Isto torna difícil de distinguir os efeitos da cafeína no café e numa bebida em geral.

O consumo moderado de cafeína por dia, até 300 mg, ou seja o equivalente a 3 chávenas de café, geralmente não representa um risco para a saúde, desde que se disponha de alguns hábitos de vida saudáveis (dieta, consumo de álcool, tabaco e exercício).


Doença cardiovascular


Durante décadas, a cafeína tem despertado interesse no estudo das doenças cardiovasculares, pois está relacionada com alterações nos lípidos sanguíneos, pressão arterial, arritmias e outros transtornos das funções cardíacas. Embora o consumo moderado da cafeína não esteja frequentemente relacionada a um aumento do risco de doença cardíaca, sem nenhuma condição médica associada, não se pode excluir totalmente em casos de elevado consumo. Um elevado consumo deste ingrediente alimentar está estritamente vinculado a um excessivo consumo de café, que está muitas vezes associado a outros factores que influenciam o desenvolvimento destas doenças – por exemplo, o tabaco, a inactividade física, o consumo de gorduras saturadas e de álcool.


Pressão arterial
Embora se tenha acreditado, durante décadas, que o consumo de cafeína aumentava a pressão arterial, estudos clínicos e laboratoriais recentes têm demonstrado que o consumo normal não apresenta este efeito. Apesar dos resultados contraditórios, tem-se observado o aumento da pressão arterial com mais frequência em indivíduos não habituados à cafeína, indivíduos jovens e logo após a ingestão desta. Na ausência de dados científicos definitivos, recomenda-se um consumo moderado às pessoas que já sofrem de hipertensão arterial3.

Colesterol sanguíneo


Vários estudos, realizados principalmente nos países escandinavos, sugerem que o café pode aumentar os níveis de colesterol total e colesterol LDL (mau colesterol), os quais são um conhecido factor de risco para a doença cardíaca.

Aparentemente, este efeito é limitado ao café fervido não filtrado (café de filtro, café expresso ou italiano e solúvel não aumentam o colesterol sanguíneo). Este efeito deve-se a certos componentes do café, a que chamamos de diterpenos, que abundam em algumas variedades de café em grão, e que são eliminados através do filtro.


Doenças coronárias


Quando se estabelece a ligação entre o consumo habitual de café a longo prazo e o risco de doenças coronárias, as evidência não demonstram um aumento do risco de doença com um consumo moderado de café. Um amplo estudo de coorte prospectivo, publicado em 2004, em que se seguiu de perto mais de 120 000 americanos, ao longo de um período que variou entre 14 e 20 anos, não conseguiu apresentar qualquer prova de que o café, ou o consumo geral de cafeína, aumenta o risco de doenças coronárias (mesmo entre aqueles que bebem muito café, cerca de 6 chávenas por dia). No entanto, duas pesquisas recentes indicaram que a ingestão de café pode causar enfarte do miocárdio, não fatal, em alguns indivíduos: os consumidores ocasionais de café (até 1 chávena por dia), os indivíduos com três ou mais factores de risco para a doença coronária e as pessoas que metabolizam a cafeína lentamente. Vários estudos demonstram que os consumidores habituais de café, em doses moderadas, têm um risco menor de sofrer de doenças coronárias, possivelmente devido aos antioxidantes presentes no café5. Não foi mostrada uma relação entre a cafeína e a arritmia, afecção em que os batimentos cardíacos são de forma irregular e, algumas vezes, demasiado rápidos.


Cancro


Não existem referências de que o consumo de cafeína pode ser um risco para o desenvolvimento de cancro. Esta visão é apoiada pelo Fundo Mundial de Investigadores sobre o Cancro, que em um extenso estudo afirma que “a maioria das evidências científicas sugerem que o consumo habitual de café ou chá não tem uma relação significativa com o risco de sofrer qualquer tipo de cancro”. De facto, algumas investigações recentes indicam que a ingestão de café pode proteger contra o desenvolvimento de certos tipos de cancro, como o colo-rectal e hepático. No entanto, esta matéria continua a ser investigada.


Outros possíveis benefícios para a saúde


O café, provavelmente, tem um efeito protector contra a diabetes tipo II, doença de Parkinson e doença hepática, como a cirrose e o carcinoma hepático. Existem cada vez mais evidências que sugerem que o consumo de café pode proteger contra o desenvolvimento de diabetes tipo II. Como em muitas áreas da investigação, o mecanismo exacto deste efeito protector não é claro; provavelmente, outras substâncias presentes no café são as responsáveis por este efeito, uma vez que tanto se observou em produtos com cafeína como em descafeinados. Também tem aumentado a evidência quanto ao consumo de café e a manutenção das funções cognitivas durante o envelhecimento. Estes benefícios, observados a longo prazo, podem estar ligados aos flavonóides e cafeína do café, ambos antioxidantes, mas esta relação ainda não foi confirmada.


Referências

Higdon J. et al (2006). Coffee and health: a review of recent human research. Critical Reviews in Food Science and Nutrition 46(2):101-23

Fredholm B. et al (1999). Actions of caffeine in the brain with special reference to factors that contribute to its widespread use. Pharmalogical Review 51,1:83-133

Myers M.G. (2004). Effect of Caffeine on Blood Pressure Beyond the Laboratory. Hypertension 43:724-5

López-García L. et al (2006). Coffee Consumption and Coronary Heart Disease in Men and Women: A Prospective Cohort Study. Circulation 113:2045-53

Cornelis M.C. and El-Sohemy A. (2007). Coffee, caffeine and coronary heart disease. Current Opinion in Lipidology 18(1):13-9

História do uso da cafeína



2737 a.C. - Os chineses começaram a preparar chá com folhas

575 d.C. - O café vem de África

Século XI - Os árabes consomem café

1519 - Os Aztecas iniciam os exploradores espanhóis no consumo de chocolate

Década de 1880 - Surgiu o primeiro refrigerante com cafeína.



Mais informações

Directiva 2002/67/CE da Comissão de 18 de Julho de 2002 relativa à rotulagem dos géneros alimentícios que contêm quinino e dos géneros alimentícios que contêm cafeína: http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2002:191:0020:0021:PT:PDF

Tudo o que precisa saber relativamente à cafeína: http://66.102.9.104/translate_c?hl=pt-br&sl=es&tl=pt&u=http://www.ific.org/sp/publications/brochures/caffeinebrochsp.cfm&usg=ALkJrhhFqvp7ljkx-AvZXQhx6tAl25UQRQ

Cafeína e a saúde da mulher: http://www.ific.org/sp/publications/brochures/caffwomenbrochsp.cfm

Opinião do Comité Científico dos Alimentos e Bebidas Energéticas http://ec.europa.eu/food/fs/sc/scf/out22_en.html

http://www.cosic.org/

FOOD TODAY 05/2007


in:Eufic

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Alimentos e o seu teor em cafeína

Já falei sobre a cafeína e os seus efeitos em alguns dos posts aqui do blog e uma vez mais volto ao mesmo tema, penso até que para continuar!

Uma das questões que por vários motivos, muitas vezes me colocam, prende-se com as fontes de cafeína mais comuns...

Não podemos esquecer que a cafeína é um composto de ocorrência natural que tem por nome trimetilxantina.
Apesar da sua concentração depender de vários factores como a origem dos alimentos em questão, os tempos de infusão caso esta seja utilizada ou até o tempo que vai entre a preparação do alimento/bebida e o seu consumo, aqui deixo um "esquema" onde apresento as quantidades de cada alimento/bebida e o seu teor em cafeína.

Café:
 - Filtro - 150ml - 60mg de cafeína
 - Instantâneo - 150 ml - 60 mg de cafeína
 - Expresso - 60 ml - 100 mg de cafeína
 - Descafeinado - 60ml - 6 a 1 mg de cafeína

Chá:
 - Preto em saqueta - 150ml - 30 e 50mg de cafeína para infusões entre o 1 min e os 5 min
 - Verde em saqueta - 150ml - 15 e 35 mg de cafeína para os mesmos tempos de infusão
 - Folhas - 150ml - 20 e os 30 mg de cafeína

Chocolate Quente - 240ml - 10mg de cafeína
Leite com Chocolate - 30mg de chocolate em pó - 6mg de cafeína
Bolo de Chocolate - 1 fatia - 25mg de cafeína
Chocolate de Leite - 100g - 10 mg de cafeína


Refrigerantes:
 - Coca - Cola - 360ml - 46mg de cafeína
 - Pepsi - 360 ml - 38mg de cafeína



Todos os valores que apresento são valores médios, tal como refiro acima.

Imagem retirada de 
A extração de cafeína em bebidas estimulantes - uma nova abordagem para um experimento clássico em química orgânica,Quím. Nova vol.26 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2003

sábado, 4 de abril de 2009

A cafeína das novas gerações

Li o estudo que coloco abaixo e que achei de extrema importância partilhar!
Costumamos dizer que as crianças não devem consumir cafeína, até já ouvi profissionais de saúde dizerem que quando uma criança lhes diz que bebe chá (preto ou verde) ficam imediatamente atentos!

Agora a cafeína como todos sabemos está escondida numa série de bebidas, como as colas, as bebidas energéticas,...

Boa leitura de artigo, espero que chame à atenção...

Should caffeine be consumed by children?

With the increased popularity of coffee shops, a new generation of caffeine consumers was born. Children are being exposed to caffeine from soft drinks, coffee, tea, energy drinks, ice cream, caffeinated water, chocolate, and medications on a daily basis. Could this trend be harming children?

The Center for Science in the Public Interest (CSPI), a consumer advocacy group, wants the FDA to require labels on caffeine-containing products that list the number of grams of caffeine they contain along with the warning that caffeine is a mild stimulant and not appropriate for children. A great deal of the problem with caffeine is the fact that caffeinated soft drinks often replace more nutritious drinks like milk. The trend is that milk consumption clearly shows a decline over time, while soft drink consumption has risen. Vending machines were added to some schools which exposed children of all ages to soft drinks.

The Centers for Disease Control and Prevention's School Health Policies and Programs Study (SHPPS) 2000 survey concluded that 43% of elementary schools, 89.4% of middle/junior high, and 98.2% of senior high schools had either a vending machine or a school store, canteen, or snack bar where students could purchase foods or beverages. A study done by CSPI found that of the drinks sold in the 13,650 vending-machine slots surveyed, 70% were sugary drinks such as soda, juice drinks with less than 50% juice, iced tea, and "sports" drinks. Of the sodas, only 14% were diet, and only 12% of the drinks available were water. Just 5% of drink options were milk but of those, most (57%) were high-fat, whole, or 2% milk. Fortunately, this problem has gained a great deal of recognition and some states have now enacted legislation to replace existing food and drinks of minimal nutritional value for healthier options or to restrict student access to the machines.

The effect of caffeine on children's moods and behavior is another concern. In a study done by the National Institute of Mental Health, 8- to 13-year-olds who regularly consumed high doses of caffeine were judged to be more restless by teachers, and one-third were hyperactive enough to meet the criteria for attention deficit disorder with hyperactivity (ADHD). A Stanford study of fifth- and sixth-graders deprived of daily caffeine reported having symptoms including trouble thinking clearly, not feeling energetic, and getting angry. These symptoms were even reported by children who typically consume 28 mg of caffeine a day. The research in this area is somewhat limited, but the studies that have been conducted are compelling enough to warrant restricting caffeine intake in children to as little as possible. If there is no need for caffeine, why take the risk and allow children to consume it?