Mais uma vez é publicado um estudo e artigo, que revela a
importância dos cuidados a ter com a obesidade infantil...
Não apenas pelos problemas físicos (visíveis) e psicológicos
(invisíveis à primeira vista) que tal acarreta, mas por pequenos
pormenores que fazer uma grande diferença no seu dia a dia!
"Um estudo revelou que crianças obesas estão mais propensas a ter o
paladar menos apurado. Cientistas alemães examinaram o paladar de 99
crianças obesas e 94 com peso normal, cuja idade média era de 13 anos,
pedindo que tentassem identificar sabores em tiras de papel filtro e
distinguissem entre doce, azedo, salgado, umami e amargo. Também foi
pedido que as crianças avaliassem a intensidade dos sabores usando uma
escala de 5 pontos.
As meninas saíram-se melhor que os meninos em distinguir os sabores e os
mais velhos obtiveram pontuação melhor que os mais novos. Não houve
diferenças entre etnias. A pontuação média das crianças obesas foi de
12,6, e das crianças com peso normal, 14,1, numa escala de 20 pontos –
diferença significativa em termos estatísticos.
Numa escala de intensidade, todas as concentrações de sabor eram menos intensas para as crianças obesas.
«Acreditamos que é importante, principalmente para as crianças pequenas,
experimentar sabores variados para estimular o paladar», afirmou
Johanna Overberg, principal autora do estudo e pediatra do Hospital
Infantil Charite, de Berlim. «É possível conseguir isso fazendo com que a
criança experimente mais cedo e mais vezes alimentos diferentes.»
No Archives of Disease in Childhood, os autores afirmam que a razão para
esta associação não está clara, mas sugerem que talvez a hormona
leptina afecte tanto o peso corporal quanto as papilas gustativas."
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
‘Campanha Alimentação Saudável’ para Crianças
A Comissária Europeia responsável pela Agricultura e pelo Desenvolvimento Rural, Mariann Fischer Boel, lançou no dia 28 de Setembro, uma nova “Campanha Alimentação Saudável” para as crianças em idade escolar. Sob o lema “Come, bebe e mexe-te!”, a Campanha abrange um site interactivo, concursos e outros eventos que pretendem mudar os hábitos alimentares das crianças.
A Comissão Europeia (CE) lançou uma nova “Campanha Alimentação Saudável” que visa “promover hábitos saudáveis e uma dieta equilibrada entre as crianças”, levando directamente às escolas a mensagem “Come, bebe e mexe-te!”. Segundo Mariann Fischer Boel esta Campanha “é um complemento aos nossos esforços para reduzir a obesidade infantil na Europa no âmbito da estratégia da União Europeia (UE) em matéria de nutrição, actividade física e saúde”.
Em comunicado, a CE adianta que no âmbito da Campanha foi também lançado um site que, entre outros conteúdos, apresenta “um jogo interactivo de caça ao tesouro para as crianças das escolas da UE, com idades compreendidas entre os 8 e os 15 anos, poderem tentar ganhar numerosos artigos desportivos”.
Esta Campanha será desenvolvida em paralelo com os programas “Fruta nas Escolas” e “Leite nas Escolas”, iniciativas da UE em prol de um regime mais equilibrado e de hábitos alimentares mais saudáveis entre as crianças. No total, a CE estima que as actividades sob o tema da alimentação saudável chegarão a 18.000 crianças em 180 escolas.
Uma recente sondagem Eurobarómetro mostra que três quartos dos inquiridos se declaram “totalmente de acordo” com a afirmação segundo a qual “parece haver agora mais crianças obesas do que há cinco anos”. Com efeito, a CE nota ainda que “cerca de 22 milhões de crianças têm excesso de peso na UE e, destas, 5 milhões são obesas”.
Fonte: Portal do Cidadão com CE
A Comissão Europeia (CE) lançou uma nova “Campanha Alimentação Saudável” que visa “promover hábitos saudáveis e uma dieta equilibrada entre as crianças”, levando directamente às escolas a mensagem “Come, bebe e mexe-te!”. Segundo Mariann Fischer Boel esta Campanha “é um complemento aos nossos esforços para reduzir a obesidade infantil na Europa no âmbito da estratégia da União Europeia (UE) em matéria de nutrição, actividade física e saúde”.
Em comunicado, a CE adianta que no âmbito da Campanha foi também lançado um site que, entre outros conteúdos, apresenta “um jogo interactivo de caça ao tesouro para as crianças das escolas da UE, com idades compreendidas entre os 8 e os 15 anos, poderem tentar ganhar numerosos artigos desportivos”.
Esta Campanha será desenvolvida em paralelo com os programas “Fruta nas Escolas” e “Leite nas Escolas”, iniciativas da UE em prol de um regime mais equilibrado e de hábitos alimentares mais saudáveis entre as crianças. No total, a CE estima que as actividades sob o tema da alimentação saudável chegarão a 18.000 crianças em 180 escolas.
Uma recente sondagem Eurobarómetro mostra que três quartos dos inquiridos se declaram “totalmente de acordo” com a afirmação segundo a qual “parece haver agora mais crianças obesas do que há cinco anos”. Com efeito, a CE nota ainda que “cerca de 22 milhões de crianças têm excesso de peso na UE e, destas, 5 milhões são obesas”.
Fonte: Portal do Cidadão com CE
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Será que foi descoberta a Pilula do emagrecimento???
Saiu um artigo na passada sexta-feira no Jornal I que se intitulava "Novo comprimido dietético eficaz e inofensivo", artigo publicado originalmente pelo The New York Times.
O título era sem dúvida apelativo...pensei "foi "descoberta" uma vez mais a pílula mágica". Quem me conhece sabe que ponho muitas reticencias e duvidas a qualquer fármaco que prometa perdas rápidas de peso sem aquisição de novos hábitos e mudanças de vida, penso que para melhor! E mesmo contra a toma de medicamentos para suposto emagrecimento sem prescrição e supervisão médica, pode parecer radical, mas penso que há situações com as quais não se brinca, principalmente quando o excesso de peso se torna obesidade e ainda se faz acompanhar de outros factores de risco, problemas cardiovasculares, dislipidémias, diabetes, resistência à insulina e hipertensão arterial ou até mesmo síndrome metabólico. Todos eles por si só ou em conjunto bastante complexos, graves e com os quais muitas vezes se "brinca".
Mas voltando à leitura do dito artigo, algumas coisas ressaltaram à vista/leitura que não posso deixar de comentar...
Os comprimidos em questão estão a ser produzidos por três empresas californianas e aguardam o AIM, para serem lançados no mercado Americano no final do próximo ano, inicio de 2011.
Os ensaios clínicos dos três medicamentos demonstraram que os pacientes diminuíram entre 3 e 10% do seu peso ao fim de um ano - os 10% de perda de peso é o aconselhável sempre que se pretende perder peso de uma forma saudável e definitiva.
Achei bastante interessante estar presente no dito artigo foi a referência às pessoas que tomam medicamentos para emagrecer apenas por vaidade e que não são tidas em conta nos tratamentos para a diabetes e hipertensão...penso que merece uma reflexão!
Uns parágrafos abaixo está referida a falta de informação sobre o que acontecerá aos pacientes após o ano de toma, quanto tempo conseguiram manter o peso alcançado...
Vamos ver, no entanto eu continuo a reforçar a minha ideia de que o tratamento do excesso de peso e da obesidade não deverá ser feito à custa de um medicamento, mas sim até certo nível pela reeducação alimentar adaptada a cada um ou à população e pela realização de actividade física, adequada às possibilidades físicas de cada um...E acima de tudo a procura das pessoas indicadas para acompanhar e ajudar na perda de peso (saudável).
http://www.ionline.pt/conteudo/30539-novo-comprimido-dietetico-eficaz-e-inofensivo
e aqui o link para The New York Times
http://www.nytimes.com/2009/10/17/business/17obesity.html?_r=1&scp=1&sq=Arena%20Pharmaceuticals,%20Orexigen%20Therapeutics%20and%20Vivus&st=cse
terça-feira, 7 de julho de 2009
Para não esquecer....
Organização Mundial de Saúde
“O aumento do consumo de alimentos densamente calóricos mas pobres nutricionalmente, com elevados níveis de açúcar e de gorduras saturadas, conduziu às taxas actuais de obesidade, verificando-se que em algumas regiões do globo aumentaram três vezes mais desde 1980, como são o caso da América do Norte, do Reino Unido, da Europa Oriental, do Médio Oriente, das Ilhas do Pacífico, da Austrália e da China.” “A actividade física é um elemento-chave do dispêndio energético e, portanto, fundamental para o balanço energético e para o controlo de peso. A actividade física reduz o risco de doenças cardiovasculares e diabetes, e traz benefícios substanciais para muitas outras patologias não necessariamente associadas à obesidade. Recomenda-se que os indivíduos efectuem actividade física regular, em níveis adequados, ao longo da vida. A realização de, no mínimo, 30 minutos de actividade física regular, de intensidade moderada, na maioria dos dias da semana, acarreta benefícios para saúde.”
WHO Website: http://www.who.int/dietphysicalactivity/publications/facts/obesity/en/ (Junho, 2006)
WHO. Global Strategy on Diet, Physical Activity and Health (2004)
“Os gráficos de crescimento da Organização Mundial de Saúde confirmam que, no geral da população, a média dos padrões de crescimento é semelhante. Com os novos gráficos de crescimento, condições de sub-nutrição, excesso de peso e obesidade e outras condições relacionadas com o crescimento, podem ser detectadas precocemente".
WHO Website: http://www.who.int/nutrition/media_page/en (2006).
domingo, 19 de abril de 2009
Five a Day - OMS/FAO
Porque é que se fala sempre na importância da ingestão regular de frutas e legumes?Quantas peças devemos comer por dia?
Aqui vai uma breve resposta segundo a OMS e a FAO
Baixo consumo de frutas e verduras aumenta o risco de cardiopatias, alguns tipos de cancro e de obesidade
A 9 DE NOVEMBRO DE 2002 – A Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização das Nações Unidas para e Agricultura e Alimentação (FAO) anunciavam uma estratégia integrada para promover um maior consumo de frutas e verduras.
Estima-se que o baixo consumo de frutas e verduras fosse a causa de cerca de 2,7 milhões de mortes por ano e está entre os 10 maiores factores de risco que contribuem para a mortalidade, segundo o World Health Report 2002. O anúncio foi feito no Rio de Janeiro, Brasil, durante a reunião anual do Fórum Global da OMS sobre Prevenção e Controle de Doenças Não Transmissíveis.
“Há uma forte e crescente evidência de que um consumo suficiente de frutas e verduras ajuda a prevenir muitas doenças e promove a boa saúde, mas uma grande parte da população mundial consome muito pouco,”
Segundo Kraisid Tontisirin, Diretor da Divisão de Alimentos e Nutrição da FAO, “a FAO enfrenta o desafio de aumentar em todo o mundo a consciencialização acerca dos benefícios de um maior consumo de frutas e verduras. Para promover efectivamente um maior consumo de frutas e verduras, é preciso avaliar de maneira mais sistemática a alimentação prevalecente no tocante às implicações para a nutrição e a saúde.”
As doenças não transmissíveis (DNT) são responsáveis por quase 60% das mortes em todo o mundo e 45% da morbilidade global. A alimentação inadequada, juntamente com a inactividade física e o tabaco, estão entre os principais factores de risco preveníveis de DNT. Um consumo diário suficiente de frutas e verduras pode ajudar a prevenir DNT como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e certos tipos de cancro.
O esforço conjunto de promoção do consumo de frutas e verduras tem sido desenvolvido no âmbito da Estratégia Global sobre Alimentação, Actividade Física e Saúde.
Nesse esforço participam também em estreita colaboração outros parceiros globais, inclusive organizações nacionais que promovem o consumo de frutas e verduras (como a inicitativa “5-a-day” – UK).
O relatório “Consulta Conjunta de Especialistas da OMS/FAO sobre Alimentação, Nutrição e Prevenção de Doenças Crónicas” recomenda o consumo mínimo de 400g de frutas e verduras por dia (excluindo batatas e outros tubérculos) para a prevenção de doenças crónicas como as doenças cardiovasculares, cancro, diabetes tipo 2 e obesidade.
Segundo as duas organizações, o consumo de uma ampla variedade de frutas e verduras assegura uma dose adequada da maioria dos micronutrientes, fibras e outras substâncias essenciais. O aumento do consumo de frutas e verduras também pode substituir o consumo excessivo de alimentos que contêm muita gordura saturada, açúcar e sal.
Contudo, as informações do banco de dados da FAO indicam que o stock total de frutas e verduras disponível está bem abaixo do consumo mínimo em muitos países, especialmente na Ásia, África e Europa Central e Oriental.
“Apesar dos países em vias de desenvolvimento produzirem grande parte de stock mundial de frutas e verduras, e de serem boas as possibilidades de aumentar a produção nesses países, muitos de seus habitantes não ingerem uma quantidade suficiente. O consumo em geral também é baixo entre os grupos socioeconómicos mais pobres dos países desenvolvidos,” disse o Dr. Puska.
Estima-se que o baixo consumo de frutas e verduras cause cerca de 31% das isquémias cardíacas e 11% dos acidentes cardiovasculares em todo o mundo. A Agência Internacional de Pesquisa sobre Cancro (IARC) da OMS estima que a proporção de cancro prevenível devido ao baixo consumo de frutas e verduras é de 5-12% para todos os casos de cancro e entre 20-30% nos casos de cancro gastrointestinal.
A estratégia conjunta de promoção do consumo de frutas e verduras tem quatro objectivos específicos:
- Aumentar a consciencialização geral acerca da função das frutas e verduras na prevenção de DNT;
- Aumentar o consumo de frutas e verduras mediante acções essenciais nas áreas de saúde pública e agricultura;
- Incentivar e apoiar o desenvolvimento e implantação de programas nacionais de promoção do consumo de frutas e verduras que sejam sustentáveis e envolvam todos os sectores;
- Apoiar a pesquisa em áreas pertinentes e desenvolver os recursos humanos necessários para elaborar e implantar programas de promoção do consumo de frutas e verduras.
Será que estamos no bom caminho?
sábado, 4 de abril de 2009
Obesidade....realmente doença!

Li há pouco o testemunho de alguém, que dizia que tinha alguns problemas na vida, incluindo excesso de peso, e mais à frente escreveu que ao menos tinha saúde...
Esse é um grande erro de muita gente, achar que ter excesso de peso ou obesidade é apenas um problema relacionado com a imagem, a dificuldade de arranjar roupa ou com os comentários que se ouvem por aí!
Ora...a obesidade ou o excesso de peso não dóiem directamente, não fazem coxear directamente ou qualquer outra coisa que se considere "doença" no senso comum... Mas a obesidade ou o excesso de peso representam muito mais do que isso!
Fala-se de uma patologia que dá origem não só ao coxear através das osteoartroses, como a dores de costas, mas também leva ao aumento do colesterol LDL, desenvolvimento de Diabetes Mellitus, hipertensão, cancros,............e mais um sem fim de problemas que não têm conta...
Daí, o que há a dizer é...para além de prevenir é muito importante TRATAR! e quanto mais cedo melhor...para não se tornar tarde demais!
No entanto não nos podemos nunca esquecer que falamos duma doença crónica! Que deverá ser tratada por especialistas, se possível numa equipa multidisciplinar!
No tratamento da obesidade não deverá nem pode haver espaço para dietas milagrosas, produtos "pseudo" farmacêuticos, ou "pseudo" profissionais de saúde. É algo lento e que necessita de muita paciência, persistência e força de vontade!
domingo, 22 de março de 2009
Obesidade Infantil
Hoje num dos noticiários da tarde ouvi em forma de noticia o trabalho que coloco abaixo, não poderia deixar de partilhar, uma vez que se refere a algo que cada vez é mais importante na nossa sociedade e sobre a qual todos nós temos algo a fazer, para tentar mudar ou incentivar!
O número de consultas de obesidade pediátrica está a aumentar em Portugal. Mais de metade das crianças que aparecem nas consultas têm menos de dez anos.
O Hospital Amadora-Sintra, em colaboração com o agrupamento escolar da Amadora, realizou um estudo sobre a incidência da obesidade infantil que será amanhã apresentado no 26º Encontro Nacional de Clínica Geral, a decorrer no Tivoli Marina Vilamoura.
“Crianças com excesso de peso aparecem cada vez mais e com menos idade. A epidemia do século XXI alastra-se e, na verdade, é já a partir dos dois anos que os pais começam a levar os filhos à consulta. No entanto, a média de idade dos consultados nos serviços de pediatria ronda os nove anos”, refere Graciete Bragança, pediatra no Hospital Amadora-Sintra e responsável pelo estudo que analisa a obesidade infantil.
Dados que serão amanhã apresentados, indicam que 21 por cento das crianças avaliadas têm excesso de peso e 9,5 por cento são obesas. São os alunos do primeiro ciclo os que apresentam um maior índice de gordura corporal.
O estudo revela ainda que 49 por cento das crianças com excesso de peso ou obesas tem joelho valgo (uma deformidade ortopédica que se caracteriza pelos joelhos curvados para dentro); 25 por cento são insulino-resistentes e 18 por cento tem esteatose hepática (acumulação de gordura no fígado).
Denunciando o risco de persistência deste problema na idade adulta, o estudo comprova que em crianças na fase pré-escolar a incidência em idade mais avançada é de 26 a 41 por cento, sobe na idade escolar para uma prevalência de 42 a 63 por cento e na adolescência tem uma representação de 66 a 78 por cento.
Pais Desatentos
Manuela Ambrósio, médica de família no Centro de Saúde do Entroncamento, afirma que, “na sua maioria, os pais não estão atentos para o excesso de peso dos filhos. Em consultas de rotina, é o médico de família quem identifica a situação.
Em muitos casos, os pais menosprezam o problema e raramente respondem positivamente às recomendações feitas pelo seu médico”. “O excesso de peso representa uma menor qualidade de vida para a criança que se cansa com facilidade, tem dificuldade em mexer-se e apresenta uma baixa auto-estima. Sensibilizar os pais para a prevenção e acção, reforçando as complicações futuras deste problema, é essencial”, conclui a médica de família.
(...)
O número de consultas de obesidade pediátrica está a aumentar em Portugal. Mais de metade das crianças que aparecem nas consultas têm menos de dez anos.
O Hospital Amadora-Sintra, em colaboração com o agrupamento escolar da Amadora, realizou um estudo sobre a incidência da obesidade infantil que será amanhã apresentado no 26º Encontro Nacional de Clínica Geral, a decorrer no Tivoli Marina Vilamoura.
“Crianças com excesso de peso aparecem cada vez mais e com menos idade. A epidemia do século XXI alastra-se e, na verdade, é já a partir dos dois anos que os pais começam a levar os filhos à consulta. No entanto, a média de idade dos consultados nos serviços de pediatria ronda os nove anos”, refere Graciete Bragança, pediatra no Hospital Amadora-Sintra e responsável pelo estudo que analisa a obesidade infantil.
Dados que serão amanhã apresentados, indicam que 21 por cento das crianças avaliadas têm excesso de peso e 9,5 por cento são obesas. São os alunos do primeiro ciclo os que apresentam um maior índice de gordura corporal.
O estudo revela ainda que 49 por cento das crianças com excesso de peso ou obesas tem joelho valgo (uma deformidade ortopédica que se caracteriza pelos joelhos curvados para dentro); 25 por cento são insulino-resistentes e 18 por cento tem esteatose hepática (acumulação de gordura no fígado).
Denunciando o risco de persistência deste problema na idade adulta, o estudo comprova que em crianças na fase pré-escolar a incidência em idade mais avançada é de 26 a 41 por cento, sobe na idade escolar para uma prevalência de 42 a 63 por cento e na adolescência tem uma representação de 66 a 78 por cento.
Pais Desatentos
Manuela Ambrósio, médica de família no Centro de Saúde do Entroncamento, afirma que, “na sua maioria, os pais não estão atentos para o excesso de peso dos filhos. Em consultas de rotina, é o médico de família quem identifica a situação.
Em muitos casos, os pais menosprezam o problema e raramente respondem positivamente às recomendações feitas pelo seu médico”. “O excesso de peso representa uma menor qualidade de vida para a criança que se cansa com facilidade, tem dificuldade em mexer-se e apresenta uma baixa auto-estima. Sensibilizar os pais para a prevenção e acção, reforçando as complicações futuras deste problema, é essencial”, conclui a médica de família.
(...)
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