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sábado, 5 de maio de 2012

Segunda-feira sem carne

 
 por Gabriela Oliveira
 
Um dia por semana sem comer carne nem peixe para travar as alterações climáticas. A campanha Meatless Monday, que mobiliza mais de 20 países, arranca em PortugalA mudança de hábitos alimentares pode ter um grande impacto na protecção ambiental, na saúde e na carteira. Uma campanha internacional, iniciada nos EUA e agora em marcha em 24 países, apela ao corte do consumo de carnes por um dia. Às segundas-feiras.
Paul McCartney e as filhas, Stella e Mary, são os rostos mais visíveis destas Meatless Mondays, às quais já aderiram Bryan Adams, Sheryl Crow, Gwyneth Paltrow e Kevin Spacey. «Estamos a dar grandes passos para a redução dos problemas ambientais associados à indústria pecuária. Além de darmos um impulso à saúde, com a vantagem adicional de que os vegetais custam menos do que a carne», explica McCartney na página britânica do movimento (www.meatfreemondays.com).
A produção de carne disparou nas últimas décadas e é insustentável manter padrões de consumo tão elevados. «A pecuária intensiva é responsável por 18% da emissão de gases com efeito de estufa, como o metano, que contribui para o aquecimento global 23 vezes mais do que o dióxido de carbono. Cerca de 70% do solo arável mundial destina-se a alimentar gado e 70% da desflorestação da selva amazónica deve-se à criação de pastagens e ao cultivo de soja como ração», lembra Paulo Borges, mentor da iniciativa em Portugal.
Comer menos carne é uma das medidas mais rápidas e eficazes para combater o aquecimento global, defendeu Rajendra Pachauri, Nobel da Paz e presidente do Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas: «Há uma grande emissão de gases com efeito de estufa no processo para se comer um bife, que começa com o alto consumo de pasto e cereais e a água necessária para criar uma vaca». Em declarações aos defensores de uma Segunda Sem Carne, no Brasil, Rajendra referiu ainda os gastos de energia com as câmaras frigoríficas que guardam este alimento e depois a despesa com o transporte e a própria confecção.
Estudos mostram que a produção de um quilo de carne de vaca liberta mais gases com efeito de estufa do que conduzir um carro e deixar todas as luzes de casa ligadas durante três dias. São necessários entre 13 a 15 quilos de cereais e leguminosas, e 15 mil litros de água potável, para produzir apenas um quilo de carne de vaca. A criação de animais para abate absorve demasiados recursos, que podiam ser usados no combate à fome, advertem as Nações Unidas.
Do slogan de guerra à cozinha de chef
O mote Meatless Monday é o velho slogan usado nos Estados Unidos durante a I Grande Guerra, que apelava à privação da carne à segunda-feira, a par de outros racionamentos, num esforço para suportar as tropas norte-americanas e apoiar a Europa, faminta e destruída.
Na época, cunharam-se moedas com este slogan, distribuíram-se folhetos e livros de receitas com menus alternativos. Em 2003, o lema renasceu em prol de uma vida mais saudável e em defesa do planeta. A cidade de Gent, na Bélgica, foi a primeira a aderir oficialmente ao ‘dia vegetariano’, seguindo-se São Francisco e outras localidades nos Estados Unidos.
A onda verde avança com chefs a reinventarem pratos irresistíveis sem carne. _É o caso dos míticos Jamie Oliver e u_Mario Batali, que participam no Meat Free Monday Cookbook, acabado de chegar às livrarias britânicas e norte-americanas. O livro de Paul McCartney, escrito em colaboração com as filhas, propõe um menu vegetariano completo para todas as segundas-feiras do ano, com as receitas favoritas da família e contribuições de celebridades.
Em Portugal, Rui Reininho é uma das figuras públicas que apoiam a campanha (www.2sem carne.com): «Há algum tempo que evito as carnes vermelhas e brancas; não são uma boa energia para mim. E ao domingo e à segunda-feira procuro fazer uma espécie de desintoxicação. Nada que os católicos não façam há muito, com o jejum e a abstinência», comenta o músico.
Quando era criança, Reininho acompanhava a mãe e o padrinho no trabalho e diz que foi criado a visitar matadouros e feiras de gado. «Sei o que isso representa ainda nos meus pesadelos», conta.
A actriz Sandra Cóias há muito que aplica os preceitos do vegetarianismo: «Não compreendo como o ser humano é capaz de criar e abater os animais de forma brutal. Mal tive a noção de que era possível viver sem os incluir na minha alimentação, decidi de imediato fazê-lo».
O guitarrista Joel Xavier e o coreógrafo César Augusto Moniz são outros dos nomes que apoiam a iniciativa, dinamizada pelas associações vegetarianas portuguesas e pelo PAN, o Partido pelos Animais e pela Natureza.

Proteínas a mais, saúde a menos
A carne e o peixe não são obrigatórios no prato, «menos ainda a todas as refeições e nas quantidades exageradas a que estamos habituados», reconhece a nutricionista Inês Gil Forte. A própria dieta mediterrânica vai mais longe do que esta campanha ao recomendar carne branca ou peixe «apenas duas vezes por semana e carne vermelha menos de uma vez por mês. Quanto aos ovos, até quatro por semana». As refeições devem girar «em torno dos produtos hortícolas», defende a nutricionista, «da combinação de cereais e leguminosas, que têm uma excelente concentração de aminoácidos».
Voltar ao arroz com feijão, às saladas de grão, às lentilhas e optar por cereais integrais e frutos secos é uma boa escolha à mesa.
«Ainda persiste a ideia de que apenas comendo grandes quantidades de carne ou peixe se consegue obter a proteína necessária e ter saúde, o que não é, de todo, verdade», assegura a nutricionista. Cada vez mais, a carne surge associada ao risco de desenvolver doenças cardíacas e vários tipos de cancro.
A campanha Segundas Sem Carne sai à rua com sugestões de receitas, alertando para «o impacto que o consumo excessivo de carne tem sobre a saúde humana, o ambiente e os animais».
Nas palavras de Mc- Cartney, «esta é uma mudança significativa ao alcance de qualquer um». Adiar a decisão? Até quando?
online@sol.pt
 
 

sábado, 28 de abril de 2012

Segunda-Feira Verde - Revista Tabu

Já foi ontem que saiu na Revista Tabu, do Sol, um artigo da autoria da Gabriela Oliveira, no qual participei com um imenso gosto..."Segunda-Feira Verde" - um dia por semana sem comer nem carne nem peixe para travar as alterações climáticas. A campanha da Meatless Monday, que mobiliza mais de 20 países, arranca em Portugal".
Hoje, Sábado, para muitos, dia de comprar e ler jornais...Não se esqueçam de dar uma olhadela!

Assim que conseguir colocarei um scanner do artigo...mas para começar a despertar o interesse...para os mais curiosos...aqui ficam 2 ideias de leitura...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Aminoacidos de origem vegetal baixam a tensão arterial

Mais uma boa noticia para quem  opta por proteínas vegetais às de origem animal...



Vegetable Amino Acid Lowers Blood Pressure

Get plenty of it in your diet, researchers say

WEDNESDAY, July 8 (HealthDay News) -- Researchers say they have discovered that one of the most common amino acids in vegetable protein seems to lower blood pressure.
Analysis of data from an international diet study shows that a 4.72 percent higher intake of glutamic acid as a portion of total dietary protein correlates with a 1.5- to 3-point reduction in average systolic blood pressure (the higher of the two blood pressure readings, when the heart beats) and a 1- to 1.6-point lower diastolic pressure (the lower reading, when the heart rests between beats). The report appears online July 6 in advance of publication in an upcoming print issue of the journal Circulation.
The point difference might not sound like much, but high blood pressure is a leading risk factor for heart disease, stroke and other cardiovascular problems, and a reduction on that scale could cut stroke death rates by 6 percent and coronary heart disease deaths by 4 percent, said study author Dr. Jeremiah Stamler, professor emeritus of preventive medicine at the Feinberg School of Medicine at Northwestern University in Chicago.
However, the worry is that people could take the finding as a reason to pop glutamic acid pills rather than making vegetables a larger part of their diet, Stamler said.
"We make a clear statement that there are no data on supplements of glutamic acid to tell us anything one way or another about their value," Stamler said.
Protein, animal and vegetable, consists of chains of amino acids. Glutamic acid is the most common of those amino acids, accounting for 23 percent of vegetable protein and 18 percent of meat protein.
The relationship between higher glutamic acid intake and lower blood pressure seen in the study of 4,680 people in China, Japan, the United States and the United Kingdom was not unexpected, said Ian J. Brown, a research associate in epidemiology and public health at Imperial College London, and a member of the research team.
"It is compatible with earlier findings that a diet high in vegetable proteins, those found in beans, whole grains, rice, soy products and bread, is associated with lower blood pressure," Brown said.
"The fact that the most important amino acid in vegetable protein is related to blood pressure supports the inference that a diet high in vegetable protein and low in animal protein has favorable effects on blood pressure," Stamler added.
Similar but lesser effects on lowering blood pressure have been found for other amino acids more common in vegetable protein, such as proline, phenylalanine and serine, Brown said.
"The solution to improving blood pressure is not based around a single nutrient," he said. "We are looking at a whole series of dietary elements that act together. Combined, they have a large effect."
But diet is not the only factor to be considered in attacking high blood pressure, Stamler said.
"We must also consider obesity, high salt intake, high alcohol intake and high potassium intake, among other risk factors," he said.
Still, the study provides evidence why the Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) diet, developed by the U.S. National Institutes of Health, reduces blood pressure, Stamler said. The DASH diet is rich in fruits, vegetables, whole grains, lean poultry, nuts and beans.
"It's just as mothers and grandmothers have been saying for years," Brown said. "Eat your vegetables, avoid fatty foods, avoid excess alcohol."
 
SOURCES: Jeremiah Stamler, M.D., professor emeritus, preventive medicine, Feinberg School of Medicine, Northwestern University, Chicago; Ian J. Brown, Ph.D., research associate, epidemiology and public health, Imperial College, London; July 6, 2009, Circulation online