De tempos a tempos, lá aparece um caso chato para a nossa alimentação...
Desta vez, chama-se E. coli...
Devido à chamada "Crise dos Pepinos" já comecei a ouvir em consulta algumas pessoas dizerem-me...vou deixar de comer legumes crus!
É algo desnecessário!
Em primeiro lugar e acreditando nas noticias, em Portugal, não existem quaisquer pepinos importados de qualquer zona da Europa...
Em segundo lugar, se começamos a pensar nos legumes todos...porque não, adquirir o hábito de os lavar e desinfectar de uma forma correcta?
É algo muito rápido e simples e que melhora imenso a nossa confiança no que comemos!
Como fazer?
A higienização envolve duas etapas:
1ª Limpeza:
1. Retiramos a sujidade que vemos
2. Retirar as partes estragadas;
3. Lavar em água corrente.
2ª Desinfecção:
1. Retiramos a sujidade que não vemos ( microorganismos)
2. Desinfetar em solução de hipoclorito de sódio por 15 minutos (Amokina): 1 colher
de sopa de hipoclorito de sódio para cada litro de água
3. Enxaguar em água corrente;
4. Colocar em utensílio limpo e coberto, se não for consumir logo
Assim, pode ficar confiante nos alimentos que consome!
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Deco - Pastéis e rissóis congelados com falta de higiene
por Lusa
A Associação de Defesa do Consumidor testou 16 marcas de pastéis de bacalhau e 14 de rissóis de camarão congelados e o "cenário é de cautela": problemas de conservação e higiene eliminaram uma marca e
penalizaram seis.
Tanto os pastéis como os rissóis são pré cozinhados e foram submetidos a um tratamento térmico, o que reduz a quantidade de microrganismos.
Ainda assim, a Deco encontrou "produtos muito contaminados", segundo um estudo que vai ser publicado na revista Proteste.
"Mesmo sem um perigo imediato para o consumidor, revela o mau desempenho em termos de conservação e higiene", acrescenta.
Face ao último estudo, há mais de 10 anos, os resultados foram piores, apesar de todos os meios ao serviço da indústria e as práticas de controlo obrigatórias.
Segundo a Deco, metade das amostras de pastéis de bacalhau continham pelo menos vestígios de outros peixes e, nos rissóis, o recheio e o camarão nem sempre eram abundantes.
"Os glutamatos, aditivos associados à síndrome do restaurante chinês, dispensáveis e enganadores nos alimentos, e usados por muitos fabricantes, são outra nota negativa", salienta.
Tal adição, permitida por lei, nem sempre foi assinalada no rótulo, refere a Proteste, que condena esta adição e defende que a lei geral sobre aditivos tem de ser menos permissiva, pois "tolera mais aditivos e em número, alimentos e quantidade do que deveria".
A Deco já denunciou esta situação à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e exige ao Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas "legislação mais completa ao nível da microbiologia e a inclusão de mais alimentos".
A marca de rissóis "O Fofinho" foi eliminada devido a falhas de conservação e higiene, pelos valores elevados de Estafilococos, susceptível de produzirem toxinas resistentes à fritura.
Seis amostras foram penalizadas também por não corresponderem aos padrões de qualidade microbiológica. Foram ainda encontradas variações entre o peso anunciado e o medido, tanto por excesso, como por defeito.
Todas as amostras obtiveram boas prestações na quantidade de gordura, mas alguns pastéis e rissóis continham quantidades significativas de sal.
Anualmente, são vendidos em Portugal mais de 3,5 milhões de quilos de rissóis de camarão e pasteis de bacalhau congelados.
--
http://dn.sapo.pt/inicio/ portugal/interior.aspx? content_id=1577192
A Associação de Defesa do Consumidor testou 16 marcas de pastéis de bacalhau e 14 de rissóis de camarão congelados e o "cenário é de cautela": problemas de conservação e higiene eliminaram uma marca e
penalizaram seis.
Tanto os pastéis como os rissóis são pré cozinhados e foram submetidos a um tratamento térmico, o que reduz a quantidade de microrganismos.
Ainda assim, a Deco encontrou "produtos muito contaminados", segundo um estudo que vai ser publicado na revista Proteste.
"Mesmo sem um perigo imediato para o consumidor, revela o mau desempenho em termos de conservação e higiene", acrescenta.
Face ao último estudo, há mais de 10 anos, os resultados foram piores, apesar de todos os meios ao serviço da indústria e as práticas de controlo obrigatórias.
Segundo a Deco, metade das amostras de pastéis de bacalhau continham pelo menos vestígios de outros peixes e, nos rissóis, o recheio e o camarão nem sempre eram abundantes.
"Os glutamatos, aditivos associados à síndrome do restaurante chinês, dispensáveis e enganadores nos alimentos, e usados por muitos fabricantes, são outra nota negativa", salienta.
Tal adição, permitida por lei, nem sempre foi assinalada no rótulo, refere a Proteste, que condena esta adição e defende que a lei geral sobre aditivos tem de ser menos permissiva, pois "tolera mais aditivos e em número, alimentos e quantidade do que deveria".
A Deco já denunciou esta situação à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e exige ao Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas "legislação mais completa ao nível da microbiologia e a inclusão de mais alimentos".
A marca de rissóis "O Fofinho" foi eliminada devido a falhas de conservação e higiene, pelos valores elevados de Estafilococos, susceptível de produzirem toxinas resistentes à fritura.
Seis amostras foram penalizadas também por não corresponderem aos padrões de qualidade microbiológica. Foram ainda encontradas variações entre o peso anunciado e o medido, tanto por excesso, como por defeito.
Todas as amostras obtiveram boas prestações na quantidade de gordura, mas alguns pastéis e rissóis continham quantidades significativas de sal.
Anualmente, são vendidos em Portugal mais de 3,5 milhões de quilos de rissóis de camarão e pasteis de bacalhau congelados.
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http://dn.sapo.pt/inicio/
quarta-feira, 24 de março de 2010
Rulotes: 26 em 30 chumbam
Para mim esta noticia da Deco não é bem uma novidade...
E francamente para mim, não são apenas as rulotes que apresentam problemas e que representam um pequeno perigo para a saúde publica!
Para mim, em por terras lusas, continua-se a dar muita importância ao acessório e a ser pouco directo e assertivo no que toca à higiene e segurança alimentar!
Quanto mais experiência nesta área, mais certeza tenho de que é importante haver sensibilização (seja ela da forma que for) para que as regras de higiene e segurança alimentar sejam cumpridas em vez de se andar a falar apenas de colheres de pau...
Ler esta noticia talvez seja uma forma de se pensar um pouco, não no que comemos, mas como muitas vezes o que comemos é feito e manipulado...
Dos 60 cachorros e hambúrgueres que os técnicos da PROTESTE analisaram, 41 revelaram germes indicadores de falta de higiene.
Detectaram ainda falhas nas condições de funcionamento de 15 das 30 rulotes da grande Lisboa e grande Porto visitadas. A saúde dos consumidores não está em risco, mas os resultados são preocupantes.
Carne mal cozinhada ou contaminação cruzada devido a contacto com carne ainda crua ou vegetais mal lavados são causas possíveis. Também podem surgir problemas se os funcionários não tiverem os devidos cuidados de higiene das mãos ou os alimentos contactarem com superfícies ou utensílios mal limpos.
Durante as visitas, a DECO PROTESTE avaliou as condições de funcionamento. A principal falha surge na higiene pessoal. Apenas em 14 locais os funcionários vestiam equipamento adequado para quem trabalha com alimentos: farda, touca ou barrete e luvas. Alguns não lavavam as mãos ou os utensílios após manusear alimentos crus, apesar de existir um lavatório na rulote. A maioria também manipulava dinheiro e alimentos sem lavar as mãos. Foi detectada, ainda, alguma falta de cuidado na refrigeração dos produtos: nem sempre guardados no frigorífico após a utilização.
A DECO defende uma melhoria urgente das práticas de higiene. Mas, para que sejam cumpridas, há que formar os funcionários. Os problemas de higiene e funcionamento detectados também podem diminuir com fiscalizações mais frequentes. Torna-se urgente uma maior concertação entre as câmaras municipais e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.
24.03.2010
E francamente para mim, não são apenas as rulotes que apresentam problemas e que representam um pequeno perigo para a saúde publica!
Para mim, em por terras lusas, continua-se a dar muita importância ao acessório e a ser pouco directo e assertivo no que toca à higiene e segurança alimentar!
Quanto mais experiência nesta área, mais certeza tenho de que é importante haver sensibilização (seja ela da forma que for) para que as regras de higiene e segurança alimentar sejam cumpridas em vez de se andar a falar apenas de colheres de pau...
Ler esta noticia talvez seja uma forma de se pensar um pouco, não no que comemos, mas como muitas vezes o que comemos é feito e manipulado...
Dos 60 cachorros e hambúrgueres que os técnicos da PROTESTE analisaram, 41 revelaram germes indicadores de falta de higiene.
Detectaram ainda falhas nas condições de funcionamento de 15 das 30 rulotes da grande Lisboa e grande Porto visitadas. A saúde dos consumidores não está em risco, mas os resultados são preocupantes.
Carne mal cozinhada ou contaminação cruzada devido a contacto com carne ainda crua ou vegetais mal lavados são causas possíveis. Também podem surgir problemas se os funcionários não tiverem os devidos cuidados de higiene das mãos ou os alimentos contactarem com superfícies ou utensílios mal limpos.
Durante as visitas, a DECO PROTESTE avaliou as condições de funcionamento. A principal falha surge na higiene pessoal. Apenas em 14 locais os funcionários vestiam equipamento adequado para quem trabalha com alimentos: farda, touca ou barrete e luvas. Alguns não lavavam as mãos ou os utensílios após manusear alimentos crus, apesar de existir um lavatório na rulote. A maioria também manipulava dinheiro e alimentos sem lavar as mãos. Foi detectada, ainda, alguma falta de cuidado na refrigeração dos produtos: nem sempre guardados no frigorífico após a utilização.
A DECO defende uma melhoria urgente das práticas de higiene. Mas, para que sejam cumpridas, há que formar os funcionários. Os problemas de higiene e funcionamento detectados também podem diminuir com fiscalizações mais frequentes. Torna-se urgente uma maior concertação entre as câmaras municipais e a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica.
24.03.2010
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