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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Porque necessitamos de sal?

Portugal (tal como muitos outros países) luta constantemente contra o consumo excessivo de sal.
No entanto, necessitamos todos nós de alguma ingestão de sal para podermos obter o sódio necessário.

Necessitamos de uma certa quantidade de sal para que o nosso organismo funcione sem problemas, as ligações nervosas necessitam de sódio e os nossos músculos também. Mas sal a mais esta directamente relacionado com a hipertensão arterial, que por sua vez aumenta o risco de acidentes vasculares cerebrais.
Portugal está entre os países da Europa onde o consumo de sal é mais elevado, cerca de 12mg por dia é a média (2 colheres de chá).

No entanto deveríamos, todos reduzir a ingestão de sódio para 1500mg/dia (meia colher de chá contem cerca de 1200mg!!)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Big Benefits Are Seen From Eating Less Salt

Porque quando eu escrevo sobre a importancia da redução do consumo de sal, não invento o que escrevo. Porque essa redução é mesmo necessária e sem sombra de duvidas em Portugal gostamos da comida mesmo "saborosa" aqui fica mais um artigo sobre o assunto!



Published: January 20, 2010
In a report that may bolster public policy efforts to get Americans to reduce the amount of salt in their diets, scientists writing in The New England Journal of Medicine conclude that lowering the amount of salt people eat by even a small amount could reduce cases of heart disease, stroke and heart attacks as much as reductions in smoking, obesity and cholesterol levels.

If everyone consumed half a teaspoon less salt per day, there would be between 54,000 and 99,000 fewer heart attacks each year and between 44,000 and 92,000 fewer deaths, according to the study, which was conducted by scientists at University of California San Francisco, Stanford University Medical Center and Columbia University Medical Center.
The report comes as health authorities at federal, state and municipal levels are considering policies that would have the effect of pressuring food companies to reduce salt in processed foods, which are considered to be the source of much of the salt Americans eat.
Last week, New York City announced an initiative to urge food manufacturers and restaurant chains to reduce salt in their products nationwide by 25 percent over the next five years. California, according to an author of the study, Kirsten Bibbins-Domingo, an associate professor of medicine and epidemiology at University of California, San Francisco, is considering setting salt limits on food the state purchase for schools, prisons and other public institutions.
A panel appointed by the Institute of Medicine, the widely respected independent research arm of the National Academies of Science, is close to issuing a report that will make recommendations about reducing salt intake, including actions government and manufacturers can take.
Dr. Bibbins-Domingo also said the Food and Drug Administration was considering whether to change the designation of salt from a food additive that is generally considered safe to a category that would require companies to give consumers more information alerting them to high levels of salt in food. An F.D.A. spokesman was unable to say Wednesday whether such discussions were taking place. “We are actively looking at how to improve the nutrition content of the American content,” he said.
“For 40 years in this country we’ve been trying to get individuals to reduce the amount of sodium we consume and it hasn’t worked,” said Cheryl A. M. Anderson, an assistant professor of epidemiology and international health at Johns Hopkins University and a member of the Institute of Medicine panel.
“We need to collectively come together and approach the problem with a combination of efforts, including changing the food supply,” said Dr. Anderson, who also is a co-author of an editorial about the study in The New England Journal of Medicine. “This type of evidence really helps us support that movement toward not just relying on the individual to do something that is really difficult, limit salt.”
The study involved a computerized model that analyzed previous studies to estimate the benefits of salt reduction on lowering blood pressure and the lowered blood pressure’s effect on decreasing heart disease, stroke and heart attacks.
The researchers found that everyone would benefit from less salt, but people at higher risk for heart problems — blacks, people with hypertension and people over 65 — would benefit most.
Not every expert in the field of salt science was persuaded.
Michael Alderman, a professor of medicine and epidemiology at the Albert Einstein College of Medicine, said the research was “based on the assumption that there would be no other effects of reduced sodium, but that’s not so.” He said that salt reduction could lead to insulin resistance and imbalances of hormones in the adrenal and kidney systems, and that clinical trials comparing these effects with the benefits of lowering blood pressure needed to be conducted.
Dr. Norman K. Hollenberg, a professor of medicine at Harvard Medical School, questioned the assertion that the benefit of salt-reduction policies would be as great as antismoking policies.
“If we’re going to change something, smoking would be No. 1,” Dr. Hollenberg said. “Salt intake would come somewhere well below it.”
Dr. Bibbins-Domingo said that for many people the decrease in blood pressure would be modest, which is why, she said, “many physicians have thrown up their hands and said, ‘I’m not going to advise my patients to reduce salt because it’s too hard for patients and the benefits for any individual are small.’
“But small incremental changes in salt, such as lowering salt in tomato sauce or breads and cereals by a small amount, would achieve small changes in blood pressure that would have a measurable effect across the whole population,” she said. “That’s the reason why this intervention works better than just targeting smokers.”

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CDC aconselha nova redução de sal!

O Sódio (Na) é um dos minerais de que o nosso organismo necessita para um bom funcionamento.
No entanto, como já referi algumas vezes e é sabido por todos, o seu consumo quando excessivo leva a um aumento da pressão arterial, o que pode originar o desenvolvimento de uma série de doenças entre as quais o enfarte agudo do miocárdio ou os AVC.

Todos sabemos, mas muitas vezes é esquecido, que o sal para além do que acrescentamos na confecção dos alimentos e/ou no prato, existe em grande quantidade dos alimentos já processados e nos alimentos em si, uma vez que o sódio faz parte dos processos metabólicos das células.

Grande parte da população a nível mundial consome quantidades de sal muito superiores às recomendadas. Sendo que nós portugueses estamos na linha da frente no que toca ao consumo de sal.


Vários têm sido os esforços para diminuir este consumo, várias medidas têm sido tomadas e esta semana uma nova medida foi tomada pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC)- USA, no dia 10 deste mês lançou nova recomendação para que seja feita uma redução da quantidade de sal presente nos produtos processados e nos restaurantes, de forma a ajudar a redução do consumo de sódio por parte de milhões de indivíduos.

Novas recomendações dizem que o consumo de sal pelos adultos não deverá ser superior a 2400 mg de sal/dia, sendo que, os adultos com tensão arterial elevada não deveram consumir mais de 1500mg/dia (o equivalente a 2/3 de uma colher de chá por dia!!!)! de acordo com uma investigação da CDC - http://www.cdc.gov/mmwr/preview/mmwrhtml/mm5811a2.htm.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Vamos começar a viver menos?

Decorreu esta semana no Algarve o XXX Congresso Português de Cardiologia...

Apesar de infelizmente não ter conseguido estar presente, fui acompanhando o que se foi debatendo...

No entanto, antes do congresso já muitos números um pouco desastrosos estavam cá fora...
30% das mortes em Portugal devem-se a este tipo de problemas...
42% da população tem hipertensão (estamos no nº 1 do top...para variar).
29% da população portuguesa tem Síndrome Metabólica
por ai fora...
Parece que mesmo neste aspecto temos que ser sempre os MAIORES e nunca os MELHORES!


Pior do que tudo...Começa-se a prever um decréscimo da esperança média de vida!!!

Se anteriormente o grande problema era o tabagismo, hoje em dia cada vez se põe mais a questão do excesso de peso e obesidade, relacionados com uma péssima alimentação, sempre associada a uma ausência de exercício físico, já para não falar de desporto!

Ao ler uma das entrevista feita a um dos organizadores deste congresso, este dizia que o governo tem que investir mais em ginásios (já não foi uma das medidas do passado ano?? o preço do meu manteve-se!), controlar de alguma forma a nossa alimentação (há quanto tempo não está na assembleia o projecto para diminuição de sal no pão?), incentivar a prática de exercício físico (aqui então há muito a fazer!)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Menos Sal...Mais Vida...

Hoje encontrei um recorte do Publico de 5 de Dezembro de 2007.
O titulo é o seguinte:
Estudo realizado na Grã-Bretanha revela
Redução de sal e tabaco evitaria 13,8 milhões de mortes até 2015

Vou fazer salientar apenas a parte que se refere ao SAL...

Assim o que o (pequeno) artigo nos diz é o seguinte:
"Um total de cerca de 13,8 milhões de mortes poderiam ser evitadas e muitos milhões de euros seriam poupados até 2015, se se reduzisse o consumo de sal em 15 por cento e se fossem aplicadas medidas de controlo do tabaco. É esta a conclusão de um estudo divulgado hoje por uma equipa da fundação King"s Fund em Londres e que se baseia na luta da Organização Mundial de Saúde (OMS) contra as doenças crónicas.

Reduzindo em 15 por cento o consumo de sal, através de pequenas alterações na alimentação diária, evitar-se-iam 8,5 milhões de mortes por doenças cardiovasculares, respiratórias, cancerígenas ou diabetes, nos 23 países analisados. Mas, segundo o estudo, publicado na revista The Lancet, não basta um esforço individual. É necessário que exista um esforço da parte da indústria alimentar e ainda uma campanha mediática que alerte a comunidade.

"Incitamos a indústria alimentar a trabalhar rapidamente no sentido de reformular os alimentos ricos em gordura, sal e açúcar (...) e a utilizar o poder da publicidade, marketing e promoção no apoio de hábitos saudáveis", apelam os autores do estudo.

À indústria farmacêutica pedem acessibilidade "aos medicamentos genéricos de baixo custo para o tratamento de doenças crónicas de alto risco, especialmente doenças cardiovasculares", e à sociedade em geral aconselham a consciencialização da ameaça destas doenças.

(...)"

Hoje começamos a ver um esforço mesmo a nível governamental para que as quantidades de sal adicionadas a alimentos como o pão sejam reduzidas.

Mas e em nossas casas? Será que a maioria da população portuguesa está sensibilizada para esta necessidade de redução?

E os alimentos produzidos em restaurantes nos quais o pessoal da cozinha não tem nenhuma formação relativamente a alimentação saudável ou até mesmo e apenas no que se trata do sal...
A maioria da população continua a gostar dos alimentos "saborosos" e não deliciosos!



domingo, 22 de fevereiro de 2009

Sal...


...Em relação ao post de dia 21...aqui está o poster...

Como se costuma dizer: uma imagem vale por 1000 palavras!!!




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sal...


Provavelmente muito vou escrever sobre esta temática...


Há muitos anos que se sabe do excesso de sal consumido pelos portugueses!

Há quem diga que sem sal os alimentos não são saborosos, há quem diga que ficam doces, há quem diga que não vale de nada uma comida sem sal!!!


Mas nós grandes importadores de especiarias para a Europa, nós que possuímos uma flora tão rica em ervas aromáticas, não o deveríamos dizer.


Subestimamos a nossa história, a nossa forma de riqueza e interesse pelo mundo no passado, deixamos para trás uma grande riqueza que temos nos nossos campos para utilizar apenas o famoso cloreto de sódio e afins.


Assim desenvolvemos patologias que nos saem bastantes patologias que nos saem muito caras...Hipertensão, AVC's, Enfarte do miocárdio...e nem que seja para quem se preocupa com a aparência retenção de líquidos!


Hoje deixo aqui uma frase que fez parte da semana sem sal, celebrada na passada primeira semana deste mês a nível internacional:


"Pass it on the Chef!We don’t expect sugar in our coffee so please let us choose how much salt we’d prefer.

Eating too much salt puts your blood pressure and can lead to other medical problems."

NATIONAL SALT AWARENESS WEEK