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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Bisphenol A - O que é e o que representa para a nossa saúde...

O bisfenol A, composto utilizado na produção de plástico, já foi relacionado com o cancro, obesidade, problemas reprodutivos, diabetes, doenças hepáticas e cardiovasculares. Por isto, alguns países estão a proibir o seu uso vários objectos de plástico, incluindo em biberãos  e chupetas (Segundo o Parlamento Europeu).

O problema é que diversas outras embalagens como garrafas de refrigerantes, utensílios como colheres e conchas de plástico, filmes plásticos para embalar alimentos e recipientes tipo tupperware. O uso do bisfenol nos plásticos os tornam mais resistentes à lesões, arranhões e até a aquecimentos. O problema é que desde 2007 foi comprovado que o composto é absorvido pelo organismo, indo entrar para a nossa corrente sanguínea.


De acordo com vários estudos recentes, quanto maior é a concentração em nosso organismo maior são os efeitos deletérios. Um estudo publicado este ano confirma mais uma vez a relação entre as concentrações de bisfenol medidas na urina (sinal de que foi absorvida) e as doenças cardiovasculares nos americanos.

Como evitar?

- Evite aquecer os plásticos pois isto facilita a passagem do bisfenol para os alimentos. Ou seja, nada de colheres e conchas de plástico dentro da panela e nada de potes de plástico no microondas!
- Não cubra os alimentos com filmes plásticos ou tente que o mesmo não toque o alimento. Uma alternativa é substituir os filmes por papel manteiga.
- Gradualmente, vá substituindo as embalagens, potes plásticos e  garrafas de sua casa por objectos de vidro temperado.


Association of Urinary Bisphenol A Concentration with Heart Disease: Evidence from NHANES 2003/06” está disponível para acesso integral, no formato HTML. Para aceder ao artigo completo clique aqui.


Association of Urinary Bisphenol A Concentration with Heart Disease: Evidence from NHANES 2003/06
David Melzer1*, Neil E. Rice1, Ceri Lewis2, William E. Henley3, Tamara S. Galloway2
1 Epidemiology and Public Health Group, Peninsula Medical School, University of Exeter, Exeter, United Kingdom, 2 School of Biosciences, University of Exeter, Exeter, United Kingdom, 3 School of Mathematics and Statistics, University of Plymouth, Plymouth, United Kingdom

Abstract
Background
Bisphenol A (BPA) is a high production volume chemical widely used in food and drinks packaging. Associations have previously been reported between urinary BPA concentrations and heart disease, diabetes and liver enzymes in adult participants of the National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) 2003/04. We aimed to estimate associations between urinary BPA concentrations and health measures in NHANES 2005/06 and in data pooled across collection years.

Methodology and Findings
A cross-sectional analysis of NHANES: subjects were n = 1455 (2003/04) and n = 1493 (2005/06) adults aged 18–74 years, representative of the general adult population of the United States. Regression models were adjusted for age, sex, race/ethnicity, education, income, smoking, BMI, waist circumference, and urinary creatinine concentration. Main outcomes were reported diagnoses of heart attack, coronary heart disease, angina and diabetes and serum liver enzyme levels. Urinary BPA concentrations in 2005/06 (geometric mean 1.79 ng/ml, 95% CI: 1.64 to 1.96) were lower than in 2003/04 (2.49 ng/ml, CI: 2.20 to 2.83, difference p-value = 0.00002). Higher BPA concentrations were associated with coronary heart disease in 2005/06 (OR per z-score increase in BPA = 1.33, 95%CI: 1.01 to 1.75, p = 0.043) and in pooled data (OR = 1.42, CI: 1.17 to 1.72, p = 0.001). Associations with diabetes did not reach significance in 2005/06, but pooled estimates remained significant (OR = 1.24, CI: 1.10 to 1.40, p = 0.001). There was no overall association with gamma glutamyl transferase concentrations, but pooled associations with alkaline phosphatase and lactate dehydrogenase remained significant.

Conclusions
Higher BPA exposure, reflected in higher urinary concentrations of BPA, is consistently associated with reported heart disease in the general adult population of the USA. Studies to clarify the mechanisms of these associations are urgently needed.

Citation: Melzer D, Rice NE, Lewis C, Henley WE, Galloway TS (2010) Association of Urinary Bisphenol A Concentration with Heart Disease: Evidence from NHANES 2003/06. PLoS ONE 5(1): e8673. doi:10.1371/journal.pone.0008673
Editor: Baohong Zhang, East Carolina University, United States of America
Received: September 24, 2009; Accepted: December 3, 2009; Published: January 13, 2010
Copyright: © 2010 Melzer et al. This is an open-access article distributed under the terms of the Creative Commons Attribution License, which permits unrestricted use, distribution, and reproduction in any medium, provided the original author and source are credited.
Funding: This work was funded internally by the Peninsula Medical School. The funders had no role in study design, data collection and analysis, decision to publish, or preparation of the manuscript.
Competing interests: The authors have declared that no competing interests exist.
* E-mail: david.melzer{at}pms.ac.uk


Textos relacionados:  

http://www.permear.org.br/2007/11/13/os-perigos-do-plastico-para-nossa-vida/

http://www.europarl.europa.eu/sides/getDoc.do?pubRef=-//EP//TEXT+WQ+P-2009-6288+0+DOC+XML+V0//PT


http://novidades-de-encantar.pt/home/images/stories/20060513.pdf

Veja aqui a notícia do DN no dia 17 de Abril de 2008 

Toxic Baby Bottles

http://www.environmentcalifornia.org/reports/environmental-health/environmental-health-reports/toxic-baby-bottles

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Dia Mundial da Alimentação

Celebra-se hoje, 16 de Outubro o dia Mundial da Alimentação. Todos os anos é debatido um tema.
Este anos a UE reafirma o seu empenhamento em melhorar o acesso aos alimentos a nível mundial. Com o compromisso que assumiu na reunião do G8 em Aquila de disponibilizar mais de 2 mil milhões de euros, além dos mil milhões de euros da Facilidade Alimentar, a UE é responsável pelo maior contributo para a segurança alimentar em todo o mundo.
«O Dia Mundial da Alimentação deve servir para recordar a cada um de nós que devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para impedir que mais de mil milhões pessoas passem fome. Para responder a este desafio, a Facilidade Alimentar da UE, actualmente com um orçamento de mil milhões de euros, está a obter resultados rápidos e concretos ao fornecer aos pequenos agricultores dos países em desenvolvimento as sementes e os fertilizantes necessários para dinamizar a sua produção de alimentos. «Iremos tirar partido da experiência que adquirimos no contexto da execução da Facilidade Alimentar para garantir que o novo compromisso que assumimos na cimeira do G8 em Aquila seja igualmente eficaz no combate à fome no mundo.», afirmou Karel de Gucht, Comissário Europeu responsável pelo Desenvolvimento e a Ajuda Humanitária.
No mundo, mais de mil milhões de pessoas, isto é, 15 % ou um sexto da humanidade, sofrem de subnutrição. Este valor tem vindo a aumentar na sequência das crises alimentar e financeira. A insegurança alimentar constitui, pois, uma ameaça real à realização de todos os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) de erradicação da pobreza extrema até 2015.
A UE colocou a segurança alimentar, a agricultura e o desenvolvimento rural no cerne da sua ajuda aos países em desenvolvimento, proporcionando uma assistência rápida e maciça para lutar contra o aumento da fome no mundo. O compromisso que assumiu este ano no âmbito da Iniciativa de Aquila sobre a segurança alimentar no mundo é disso um resultado concreto. A União Europeia contribuirá com 2,7 mil milhões de euros para esta iniciativa, o que a torna o principal doador de ajuda alimentar. Foram já distribuídos 85 % dos mil milhões de euros previstos a título da Facilidade Alimentar, o que revela que a UE continua profundamente empenhada em melhorar as condições de vida dos mais pobres em todo o mundo e que cumpre as suas promessas.
Desde o seu lançamento em Dezembro último, estima-se que mais de 33 milhões de pessoas tenham beneficiado da Facilidade Alimentar de mil milhões de euros no âmbito dos seus projectos iniciais, actualmente em curso – e os resultados começam a fazer-se sentir. No Zimbabué, por exemplo, foram distribuídas 26 000 toneladas de sementes e fertilizantes a 176 000 agricultores vulneráveis – o que representa entre 10 a 15 % dos agricultores comunais do país. Este esforço conjunto da UE e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) tem capacidade para duplicar a produção alimentar tradicional.
No Bangladeche, um programa conjunto com o Programa Alimentar Mundial (PAM) proporcionou oportunidades de pesca a mais 43 000 pessoas e permitiu a 60 000 outras viver em zonas protegidas da intrusão marinha.
Face à crise provocada pelo aumento dos preços dos produtos alimentares nos países em desenvolvimento, a UE adoptou, em Dezembro de 2008, a Facilidade Alimentar com um orçamento de mil milhões de euros para responder de forma rápida às necessidades destes países.
O plano global para a execução da Facilidade Alimentar contém uma lista de 50 países que irão beneficiar ou beneficiam já de ajuda durante um período de três anos. Em Abril de 2009 já tinham sido distribuídos 707 milhões de euros. Num espírito de parceria e eficiência, a Comissão Europeia consolida e apoia o quadro de diálogo existente, os investimentos destinados a promover a produção de alimentos e as redes de segurança das organizações especializadas no domínio alimentar. Assim, é prestada assistência através de organizações internacionais, organizações regionais e governos nacionais, bem como no âmbito de um convite à apresentação de propostas no montante de 200 milhões de euros (previsto para finais de 2009) para actividades a realizar por intervenientes não-estatais, organismos dos Estados Membros a outros organismos de execução elegíveis.

fonte: agroportal

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ASAE considera urgente a criação de registo sobre infecções e intoxicações alimentares

A ASAE considera urgente a criação de um registo nacional de infecções e intoxicações alimentares. Portugal é dos poucos países que não comunica os casos de surto alimentares à União Europeia, apesar de ser obrigatório

O estudo da ASAE diz que é urgente criar um programa nacional de registo de infecções e intoxicações alimentares. Há quatro anos que a declaração destes surtos é obrigatória para todos os países da União Europeia. Portugal é um dos poucos que falha.

O sub-inspector geral da ASAE, Barreto Dias, responsável pela avaliação do risco alimentar, admite que os dados são «escassos».

Falta uma visão global do que se passa no país. Os responsáveis da ASAE sublinham que uma avaliação rigorosa dos riscos alimentares não é possível sem dados credíveis, sendo vital que a informação dispersa seja consultada e tenha um tratamento estatístico.

Sem números de Portugal, a União Europeia conta perto de 6 mil surtos alimentares por ano, que afectam cerca de 50 mil pessoas. Com 46 por cento dos casos, os cozinhados feitos em casa são, curiosamente, os que levantam mais problemas.

O sub-inspector geral da ASAE admite que também os portugueses estão pouco atentos aos perigos dos alimentos consumidos em casa. Ovos, carne e peixe são os produtos que levantam mais cuidados às autoridades de segurança alimentar.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Cinco chaves para uma alimentação mas SEGURA

Porque a alimentação não é apenas a composição dos alimentos, mas também a forma como é confeccionada a OMS lançou um poster (também já editado pelo INSA adaptado para português) sobre higiene e segurança alimentar...
Aqui fica: